Jogo da Série A2 é paralisado por gritos homofóbicos vindos da torcida

Árbitro teve que pedir para policias e sistema de som para que as ofensas cesassem

por Agência Futebol Interior

Santos, SP, 02 (AFI) - Tem coisas que não cabem mais no futebol atual. Uma delas é homofobia. Em meio à campanha pelo uso da camisa 24 entre os clubes, um triste episódio manchou o duelo entre Portuguesa Santista e Rio Claro, pela quarta rodada da Série A2 do Campeonato Paulista. O árbitro Rodrigo Gomes Paes Domingues teve que paralisar a partida por gritos homofóbicos vindos das arquibancadas do Ulrico Mursa, em Santos.

De acordo com o relato do árbitro, a partida teve que ser paralisada aos 36 minutos do primeiro tempo, por dois minutos, porque torcedores da Santista proferiram gritos homofóbicos contra o goleiro do Rio Claro, Dheimison. Além disto, eles diziam o nome de uma mulher, Jéssica, a cada vez que ele tocava na bola.

Durante a paralisação, o árbitro informou o policiamento o local e o serviço de som para impedir que os torcedores continuassem com as ofensas. Após o reinício, a torcida parou com a homofobia e a partida continuou normalmente sem ocorrências.

Desde agosto do ano passado, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vê cantos e atitudes homofóbicas nos estádios brasileiros como passíveis de punição. Clubes que forem julgados pelo ato podem perder pontos nos campeonatos que a ofensa aconteceu. A punição é baseada no artigo 234-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Confira o relato da súmula:

Informo que aos 36 minutos de jogo paralisei a partida para informar ao policiamento e ao serviço de som para que os Torcedores da equipe Mandante fossem advertidos sobre os gritos Homofóbicos direcionado ao Goleiro da Equipe Visitante, na cobrança de seu tiro de meta, dizendo o nome de uma mulher "Jéssica". Informo ainda que a partida ficou paralisada por 2 minutos, após seu reinício não ocorreram mais manifestações por parte dos Torcedores.