Doria decreta fase vermelha em São Paulo, e libera futebol no Estado

A fase mais restritiva começa a valer já no próximo sábado e ficará ativa por duas semanas

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 03 (AFI) - Com o agravamento da pandemia da covid-19, todas as regiões do Estado entrarão na fase vermelha do Plano São Paulo a partir da zero hora deste sábado. A decisão foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na tarde desta quarta-feira. Apesar da nova medida, o protocolo não atinge em nada o futebol no Estado.

"Até esse momento, segue o mesmo modelo europeu, que mesmo com o lockdown seguiu as partidas oficiais. Este tipo de atividade é bastante controlada, tem protocolos a serem seguidos e a população precisa de lazer e diversão neste momento tão difícil", disse o médico José Medina, que já foi coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus e agora cuida exatamente da área esportiva relacionada à doença.

Doria decreta fase vermelha em São Paulo
Doria decreta fase vermelha em São Paulo
A classificação é a mais restritiva do plano de flexibilização da quarentena, pois veta a abertura de restaurantes, academias e outros estabelecimentos considerados não essenciais. Assim como o futebol, as escolas não serão afetadas.

No caso do futebol, a Secretária de Esporte entendeu que os protocolos criados pela Federação Paulista de Futebol (FPF), combinado com os demais clubes do Estados, são seguros, com testagem frequentes, afastamentos de infectados, dentre outros itens, como utilização de álcool 70%.

PREOCUPAÇÃO!
Segundo dados do governo estadual, São Paulo tem 2.054.867 casos e 60.014 óbitos por covid-19. Na terça-feira, 2, foram confirmadas 468 mortes causadas pela doença, o maior registro feito no Estado desde o início da pandemia. A ocupação de UTI é de 75,3%, média que é 76,7% na Grande São Paulo. Em leitos de enfermaria, a taxa é de 56,8% em todo o Estado, enquanto é de 63,5% na região metropolitana da capital.

Em parte do interior de São Paulo, a ocupação de UTI é ainda maior, chegando a até 100%. Como noticiou o Estadão, além da tentativa de abrir novas vagas, secretarias de saúde de municípios como Araraquara e Bauru transferem pacientes para evitar colapso de seus centros médicos. Na capital paulista, parte dos hospitais privados, como o Albert Einstein e o São Camilo, também estão com os leitos de terapia intensiva totalmente ocupados.