Em live, Edina Alves conta como foi seu início de carreira na arbitragem

A árbitra da FPF e da FIFA conta que, mesmo sem muito apoio, insistiu no seu sonho

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 27 (AFI) - Seguir carreira na arbitragem não é uma decisão fácil, ainda mais para mulheres. Edina Alves, árbitra da FPF e da FIFA, falou em live do 'Paulistão em Casa' nesta segunda-feira (27) que passou por dificuldades para seguir seu sonho. Além de Edina, o bate-papo contou com a presença dos árbitros Raphael Claus e Marcelo Van Gasse.

Edina contou que, quando decidiu que queria seguir como árbitra, teve muitas dificuldades, em especial por conta da ideia de que futebol era apenas para homens.

Em live, Edina Alves conta como foi seu início de carreira na arbitragem
Em live, Edina Alves conta como foi seu início de carreira na arbitragem
“Foi difícil porque minha família também achava que era uma coisa que não era legal para mim, não me apoiaram no começo, mas eu quis e estava muito determinada. Tenho que agradecer muito ao pai de uma amiga minha, porque foi ele que me levou para arbitragem, e quando entrei para trabalhar na minha primeira partida, como bandeirinha, a adrenalina que senti e sabia que viveria na arbitragem. Me encantou. Comecei fazer jogos amadores e logo em seguida entrei para o curso da Federação”, explicou.

CAPAZES
Para Edina, mesmo que pareça muito difícil, as mulheres podem sim seguir na carreira. Atualmente a FPF tem uma turma no curso de arbitragem voltado apenas para mulheres, que conta com mais de 40 inscritas.

“Nada é impossível para ninguém. Hoje em dia, muitas pessoas falam que são poucas mulheres como árbitras, mas nós temos que nos dedicar um pouco mais que os homens, por conta da diferença física entre nós, mas quando queremos mesmo, conseguimos conquistar. Está vindo muita menina boa por aí, daqui alguns dias não vai ser uma outra que vai trabalhar no futebol de elite, vai ter um número considerável e, principalmente, com qualidade.”