Após declaração de Doria, FPF enviará protocolo para retomada do Paulistão

O Governo, agora, terá que decidir se aceita, ou não, o que será mandado pela entidade

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 07 (AFI) - Governador João Doria deu uma declaração polêmica nesta segunda-feira proibindo o início do Brasileirão antes do término do Campeonato Paulista. Como não tem esse poder, foi rapidamente rebatido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No final da noite, foi a vez da Federação Paulista de Futebol (FPF) falar sobre o ocorrido, através do presidente Reinaldo Carneiro Bastos.

"Enviaremos nessa semana ao governo de SP o protocolo de conclusão do Campeonato Paulista e veremos com eles e com os clubes a data viável para reiniciar a competição. Temos certeza que vamos caminhar juntos com a CBF para organizar de forma conjunta e harmônica o fim do Campeonato Paulista e o início do Brasileirão", falou ao programa 'Bem Amigos'.

A Federação Paulista de Futebol tem seguido todos os protocolos estabelecidos pelo governo sobre a volta do Estadual, tanto que os clubes voltaram aos treinos presenciais apenas no dia 1º de julho. A entidade trabalha com o retorno do torneio no final de julho.

FPF rebateu discurso de Doria
FPF rebateu discurso de Doria
CBF
Assim que Doria se pronunciou, a CBF emitiu uma nota oficial mantendo a data base para o retorno do Campeonato Brasileiro. A entidade ainda salientou que 19 dos 20 clubes estavam de acordo com o que foi planejado pela entidade.

"Há 15 dias, o presidente Rogério Caboclo se reuniu com a comissão nacional de clubes, com a presença de 20 clubes da Série A, 20 da B e representantes da C e da D. E nesta reunião, foi definido consensualmente e compartilhadas as datas de retorno às competições nacionais. Em contrapartida, o presidente Caboclo solicitou que os clubes se posicionassem quanto à eventualidade de não poderem jogar em suas cidades e seus estados e a absoluta maioria concordou que, se isso fosse necessário, eles concordariam em uma alteração significativa de sua logística. Então, a decisão, compartilhada entre a CBF, federações e clubes, permite a volta, segura e responsável do nosso futebol", falou o Secretário-geral da CBF, Walter Feldman.