Final do Paulistão no Allianz Parque terá bloqueios e atenção especial da PM

Além da partida, a Polícia se preocupa com manifestações políticas pela prisão do ex-presidente Lula no mesmo horário

por Agência Estado

São Paulo, SP, 07 (AFI) - A final do Campeonato Paulista, neste domingo, terá atenção especial da Polícia Militar. Os responsáveis pelo efetivo de segurança no estádio Allianz Parque garantem que o jogo entre Palmeiras e Corinthians não será afetado por possíveis protestos partidários ou contrários ao ex-presidente Lula e prometem esquema especial à altura das principais partidas já realizadas na arena.

A interdição das ruas ao redor do Allianz Parque começará mais cedo. Em vez de quatro horas antes da partida, como foi na última terça-feira para o jogo contra o Alianza Lima, pela Copa Libertadores, o bloqueio começará às 10 horas. "Vamos ter um incremento de efetivo dentro do estádio (200 policiais) em virtude de ser uma final e pela eventualidade de quererem invadir o campo. A maior atenção será na parte interna", explicou o tenente coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Junior, do 2.º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento dos estádios do capital.

Na última terça-feira, o Batalhão de Choque foi à arena realizar treinamentos táticos de operação. Segundo o tenente-coronel, a realização de possíveis manifestações políticas neste domingo pela capital paulista não vai interferir na organização para a partida. "Os protestos não vão atrapalhar, pois são operações distintas de segurança. A preocupação será a mesma para o jogo, independentemente desses outros eventos na cidade", disse.

A avenida Paulista será o grande foco de atenção das autoridades, principalmente por ser palco de comemorações no futebol. A PM estuda uma operação na região para evitar conflitos de torcedores. O Corinthians não pretende fazer nenhuma comemoração em caso de título. A preocupação da PM diz respeito a possíveis encontros de torcedores pelas ruas e estações de metrô da cidade.

Por essas peculiaridades, a PM considera a decisão como uma ocasião diferente e de mobilização similar a outros grandes jogos, como os da seleção na arena. "A partida demanda atenção. É um jogo tão grande como se fosse da seleção brasileira", comparou Gonzaga - em outubro, o estádio recebeu a partida entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Pelo menos por parte da PM, um atenuante é o esquema de segurança que já é utilizado na região da arena desde outubro de 2016 e considerado como medida de sucesso. O cerco ao estádio consiste em uma área por onde só circulam pessoas com ingressos e moradores.

 
 
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