Ponte Preta 4 x 3 Bragantino - No sufoco, vitória reabilitadora

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 14 (AFI) – A Ponte Preta quebrou o jejum de quatro jogos sem vitória ao bater o Bragantino, por 4 a 3, neste domingo à noite, no Estádio Moisés Lucarelli, pela 14.ª rodada do Campeonato Paulista. O resultado foi justo e construído ainda no primeiro tempo, quando a Ponte abriu 3 a 0, embora tenha sofrida uma forte pressão no segundo tempo. Gols: Tinga, aos 12'/1T, Finazzi, aos 43'/1T, Otacílio Neto, aos 45'/1T e Léo OLiveira, aos 37'/2T (Ponte Preta). Paulinho, aos 26'/2T e aos 47'/2T, Diego Macedo, aos 29'/2T (Bragantino).


O resultado reabilitou a Ponte que tinha perdido os últimos três jogos em casa diante de Sertãozinho, Oeste e São Paulo. E manteve um longo tabu, porque não perde do Bragantino, em Campinas, desde 1994, quando caiu por 1 a 0 - gol de Silvio.

O time campineiro chegou aos 21 pontos, em nono lugar, enquanto o representante de Bragança Paulista, com apenas 14 pontos, ocupa a perigosa 16.ª posição, apenas uma na frente da zona do rebaixamento.

Marcação funcionou
Adiantando a marcação, a Ponte Preta neutralizou a saída de bola do visitante, passando a dominar o jogo e a criar chances de gol. Aos nove minutos, Finazzi driblou o goleiro Gilvan, mas o zagueiro Murilo Henrique salvou em cima da linha. Aos 12 minutos, porém, Gustavo escorregou e a bola ficou para a conclusão de Tinga: 1 a 0.

A Ponte dominou amplamente as ações em campo, mas só confirmou a vitória nos últimos minutos. Aos 43 minutos, Finazzi, com estilo, ampliou após cruzamento de Vicente. Ele ganhou do zagueiro no corpo e bateu cruzado de perna esquerda. Dois minutos depois, Otacílio Neto arriscou chute de fora da área e o goleiro Gilvan errou ao dar o tapa: 3 a 0. Este foi o primeiro gol de Otacilio Neto com a camisa da Macaca. ele teve uma boa atuação.

Tudo ou nada
No segundo tempo, o Bragantino foi para o tudo ou nada e assustou ao marcar dois gols. O primeiro com Paulinho, aos 26 minutos, após bola mal rebatida pela defesa. E o segundo com Diego Macedo, aos 29 minutos, em outra rebatida que começou com uma bola perdida por Deda. O chute foi rasteiro e passou entre as pernas do azarado goleiro Eduardo Martini.

Por alguns momentos, a Ponte mostrou nervosismo e falta de controle emocional. Martini evitou o empate aos 30 minutos, ao "peitar" um chute de Quixadá. Aliás, o visitante melhorou com as mudanças no segundo tempo, principalmente com as entradas dos rápidos Quixadá e Léo Jaime que fizeram "fumaça" na defesa pontepretana.

Sem fôlego
Nessa altura, a Ponte também apresentou falta de condicionamento físico, o que tem acontecido em outros jogos. O time sempre cai de produção física no segundo tempo. O técnico Ségio Guedes, outra vez, demorou para fazer as substituições e dar novo fôlego ao time.

E a Ponte só se tranquilizou aos 37 minutos, quando o zagueiro Léo Oliveira marcou o quarto gol. Ele pegou rebote da defesa, ajeitou e bateu de perna direita no canto esquerdo de Gilvan. Um belo gol.

O valente Bragantino não desistiu e diminuiu o placar aos 47 minutos, com um golaço de Paulinho. Mesmo machucado - ele não saiu porque seu time já tinha feito as três trocas - Paulinho deu um chapéu em Deda e bateu no ângulo, sem deixar a bola cair. Ele é o artilheiro do time, com oito gols, e já chama a atenção de grandes clubes.

Próximos Jogos
Na 15.ª rodada, a Ponte Preta vai enfrentar o Palmeiras, sábado, às 17 horas, no Palestra Itália. Mas na quarta-feira, no Majestoso, vai receber a Portuguesa pela segunda fase da Copa do Brasil. No sábado, mais tarde, a partir das 19h30, o Bragantino volta a atuar fora de casa, desta vez diante do Santo André, no ABC.

FICHA TÉCNICA

Ponte Preta 4 x 3 Bragantino

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas-SP
Renda: R$ 10.143,00
Público: 1.937 pagantes
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Cartões amarelos: Murilo Henrique, Diego Macedo e Marcelo Godri (Bragantino). Tinga, Léo Oliveira, Guilherme e Daniel Costa (Ponte).

Ponte Preta
Eduardo Martini; Marcos Rocha, Diego, Léo Oliveira e Vicente; Deda, Guilherme, Tinga (Manteiga) e Daniel Costa (Renato Gonzalez); Otacílio Neto e Finazzi (Reis).
Técnico: Sérgio Guedes.

Bragantino
Gilvan; Marcelo Godri, Gustavo e Murilo Henrique; Diego Macedo, Francis, Paulinho, Rodriguinho (Frontini) e Esquerdinha; Lúcio (Léo Jaime) e Alex Afonso (Juninho Quixadá).
Técnico: Marcelo Veiga.