Coritiba domina década com cinco títulos, mas Athletico vive melhor momento

Enquanto o estadual não retorna, vale lembrar como foi a década no estado do Paraná

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 20 (AFI) – Restam apenas oito clubes no Campeonato Paranaense 2020, que está paralisado por conta da pandemia do coronavírus, denominado covid-19. Enquanto o estadual não retorna, vale lembrar como foi a década no estado do Paraná. Apesar de o Coritiba reinar com cinco títulos, o Athletico está em melhor momento.

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CONFIRA OS CAMPEÕES DO PARANAENSE NA ÚLTIMA DÉCADA:

De 2010 a 2013, o Coritiba reinou e conquistou um raro tetracampeonato. Isso só aconteceu em outras três oportunidades: entre 1918 e 1923, quando o Britânia foi hexacampeão, 1971 e 1976, quando o Coxa também levantou o caneco seis vezes, e 1993 e 1997, quando o Paraná conquistou o penta.

CORITIBA (2010)

A trajetória começou em 2010, quando o campeonato era disputado em turno único com 14 times. Ao final, as oito melhores equipes formaram outro grupo, que voltaram a se enfrentar em turno único. O primeiro colocado sagrou-se campeão.

O Coxa terminou em primeiro nas duas fases - foram 15 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O título veio na penúltima rodada, no Couto Pereira, com vitória por 2 a 0 diante do Athletico.

Escalação: Edson Bastos, Jeci, Demerson e Lucas Mendes; Rodrigo Heffner (Pereira), Leandro Donizete, Marcos Paulo (Tiago Real), Rafinha e Renatinho (Geraldo); Marcos Aurélio e Ariel. Técnico: Ney Franco.

CORITIBA (2011)

O Coxa seguiu dando alegrias ao torcedor, desta vez com regulamento diferente. As 12 equipes fizeram primeiro e segundo turno.

Os campeões se classificariam à final e, caso a mesma equipe ganhasse, seria campeão estadual antecipado. E foi isso o que aconteceu. O Coritiba fez ao todo 63 pontos - foram 20 vitórias, dois empates e nenhuma derrota.

O título veio na penúltima rodada, na Arena da Baixada, ao superar o Furacão por 3 a 0 e alcançando 21 vitórias seguidas.

Escalação: Edson Bastos; Jonas, Pereira, Émerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete (William), Léo Gago (Leonardo), Davi, Marcos Aurélio (Tcheco) e Rafinha; Bill. Técnico: Marcelo Oliveira.

Coritiba comemorando tetra
Coritiba comemorando tetra

CORITIBA (2012)

Neste ano foi mais acirrado. Com o mesmo regulamento, o Coritiba viu o Athetico vencer o primeiro turno por apenas um ponto (26 a 25). No segundo, porém, deu Coxa com cinco de vantagem para o rival (28 a 23).

Nas finais, empates por 2 a 2, com direito a gol de Everton Ribeiro, atualmente no Flamengo, e 0 a 0, levando a decisão para os pênaltis. O Coritiba se deu melhor e venceu por 5 a 4.

Escalação: Vanderlei; Gil, Démerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Tcheco (Djair), Everton Ribeiro e Rafinha (Lincoln); Roberto e Anderson Aquino (Everton Costa). Técnico : Marcelo Oliveira.

CORITIBA (2013)

A chance de voltar a ser tetracampeão após 39 anos fez o torcedor do Coxa sonhar. E ficou ainda mais perto quando o time venceu o primeiro turno com 27 pontos, quatro a mais do que o Londrina.

No segundo turno, porém, o Athletico fez 26, com o Londrina como vice-líder novamente, com 25, e forçou as finais.

Após empate por 2 a 2 no primeiro jogo, Alex marcou duas vezes e o Coritiba venceu por 3 a 1, de virada, no Couto Pereira.

Escalação: Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico, e Escudero; Junior Urso, Gil, Robinho(Geraldo) e Alex; Rafinha e Deivid. Técnico: Marquinhos Santos

LONDRINA (2014)

Após bater na trave nos dois turnos de 2013, o Londrina chegou mais longe em 2014. As 12 equipes se enfrentaram em turno único e oito melhores avançaram às oitavas.

Após se classificar em quarto lugar, venceu as duas partidas diante do J. Malucelli, 4 a 1 no agregado.

Depois pegou o Athletico e foi derrotado por 3 a 1 no primeiro jogo e goleando por 4 a 1 no segundo.

Na final, encarou o Maringá, que eliminou o Coritiba na semi. Ficaram no 3 a 3 no agregado e o Londrina venceu nos pênaltis, por 4 a 3, conquistando título que não vinha desde 1992.

Escalação: Vitor; Maicon Silca, Dirceu, Gilvan e Paulinho; Diogo Roque (Silvio), Bidia, Celsinho (Lucas Gomes) e Rone Dias; Arthur e Joel (Alexandre Oliveira) Técnico: Claudio Tencati

Operário comemorando título inédito
Operário comemorando título inédito

OPERÁRIO FERROVIÁRIO (2015)

Vendo o Londrina ser campeão, o Operário percebeu que a hora do título inédito tinha chegado e levantou a taça.

Nos anos seguintes, viria ainda ser campeão da Série D e Série C do Campeonato Brasileiro.

Com mesmo regulamento de 2014, o Operário avançou às quartas após ficar em terceiro e ver o Coritiba ter a melhor campanha. Bateu o Paraná por 3 a 0 no agregado, e o Foz do Iguaçu por 3 a 1.

Na final, estava o Coritiba, que passou por FC Cascavel por 5 a 1 e Londrina por 3 a 1, ambos no agregado. O Operário, porém, venceu os dois jogos, por 2 a 0 e 3 a 0, este último em pleno Couto Pereira.

Escalação: Jhonatan; Danilo Baia, Douglas Mendes, Juan Sosa e Peixoto; Chicão, Lucas (Léo Salino), Pedrinho (Julinho) e Ruy; Juba e Douglas (Joelson). Técnico: Itamar Schülle

ATHLETICO (2016)

Desde 2013, o Furacão usa seu time aspirante. Mas em 2016 mandou o time principal para voltar a conquistar o título, que não vinha desde 2009. Na primeira fase ficou na modesta quarta posição.

Eliminou o Londrina, por 3 a 1 no placar agregado, e o Paraná, nos pênaltis, por 4 a 2, após empate por 2 a 2 no agregado. Na final reencontrou o Coritiba e venceu os jogos por 3 a 0 e 2 a 0.

Escalação: Weverton; Léo (Eduardo), Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio e Jadson; Nikão, Pablo e Ewandro (Marcos Guilherme); Walter (André Lima). Técnico: Paulo Autuori.

CORITIBA (2017)

Após três anos, o Coxa voltou a erguer o caneco. Avançou em segundo lugar e eliminou o FC Cascavel nas quartas, vencendo por 5 a 0 e 4 a 0.

Depois bateu o Cianorte por 3 a 2 no agregado, reencontrando o Athletico na final. Venceu o primeiro jogo por 3 a 0 e empatou sem gols no segundo.

O Paraná, que terminou a primeira fase em primeiro com oito pontos de vantagem, caiu nas quartas para o Furacão, por 1 a 0 no agregado.

Escalação: Wilson, Rodrigo Ramos (Walisson Maia), Werley, Juninho, William Matheus, Alan Santos, Matheus Galdezani, Anderson, Iago Dias (Neto Berola) (Jonas), Henrique Almeida e Kleber. Técnico: Pachequinho

ATHLETICO (2018)

Depois de terminar a primeira fase com melhor campanha, o Furacão viu o Coritiba levar o título do primeiro turno ao fazer 3 a 0 no Rio Branco, que eliminou o Athletico. No segundo turno, porém, o Rubro-Negro avançou em primeiro à semifinal e bateu o Londrina por 1 a 0 na final.

Nas finais gerais, o Coritiba venceu por 1 a 0, mas o Athletico superou o rival por 2 a 0 e foi campeão.

Escalação: Caio; Diego, José Ivaldo, Léo Pereira e Renan Lodi; Deivid e Bruno Guimarães; João Pedro (Emerson), Matheus Anjos (Yago) e Marcinho; Ederson (Alex Sandro). Técnico: Tiago Nunes.

Furacão voltou a ser campeão em 2016
Furacão voltou a ser campeão em 2016

ATHLETICO (2019)

Na temporada passada, o Furacão não foi bem no primeiro turno, terminando na penúltima colocação (5º) de seu grupo.

No segundo turno, porém, ficou em primeiro, eliminou o Rio Branco nas semifinais, ao vencer por 3 a 0, e foi à final. Após empate por 1 a 1 com o Coritiba, venceu a disputa de pênaltis por 7 a 6.

Na final geral, foi derrotado pelo Toledo por 1 a 0 no primeiro jogo e devolveu o placar em casa, levando o título ao fazer 6 a 5 nos pênaltis. Bérgson e Marquinho marcaram seis gols cada e ficaram na vice-artilharia.

Escalação: Léo; Lucas Halter, Zé Ivaldo e Éder; Khellven, Matheus Rossetto (Matheus Anjos), Erick, Marquinho e Vitinho (Jaderson); João Pedro (Gabriel Poveda) e Bergson. Técnico: Rafael Guanaes.