Série B: Antes de clássico, lateral do Paraná revela sobre depressão, droga e prisão

Guilherme Santos está confirmado para o duelo contra o Coritiba, no próximo sábado, na Vila Capanema

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 02 (AFI) - A três dias do clássico entra Paraná e Coritiba, em confronto direto pelo G-4 do Campeonato Brasileiro da Série B, o lateral Guilherme Santos se abriu durante entrevista coletiva. O jogador se emocionou ao revelar casos de depressão, drogas e até mesmo prisão. Ele usou o futebol para dar uma reviravolta na carreira e como ser humano.

“Cheguei a ter depressão, me senti pra trás. Passei por problemas com drogas, prisão, fiquei com problemas na comunidade onde morava, que era um lugar muito difícil. Eu não tinha maturidade de homem e quando eu abri o olho eu já tinha 30 anos e desperdicei muitas coisas”, disse o atleta sem entrar em maiores detalhes.

Vale lembrar que Guilherme Santos chegou a ser preso em 2015 por desacato, após dar uma festa em sua residência. Aos 31 anos, o lateral vem sendo um dos destaques do Paraná na atual temporada e chegou até mesmo a ser comparado com Marcelo, lateral da seleção, por Muricy Ramalho.

Guilherme fez revelações sobre seu passado
Guilherme fez revelações sobre seu passado
"O motivo da minha emoção foi por falar na semana do clássico, que é uma oportunidade para todos nós. Me emociono porque eu poderia ter feito diferente e abri os olhos um pouco tarde. É uma sensação de alegria ver as pessoas comentando, e até te cobrando, mas falam "esse cara pode dar". E eu falo, vou fazer o que não fiz quando tinha 20 anos". E eu ainda tenho essa força, e me cobro muito porque quero dar essa volta por cima. Quero voltar ao meu lugar e creio que vou conseguir. Não é fácil lutar todo dia contra a sua personalidade e seus problemas passados", declarou o atleta.

O lateral lembrou seu início de carreira, no Vasco da Gama. "Eu tive que estar preparado. Saí do Vasco, fui vendido para jogar na Espanha com 17, 18 anos. Lá eu não tinha escolha, tinha que entrar e marcar Messi, Cristiano Ronaldo e companhia. Sofri muito, mas fez parte. Hoje não que eu encontre facilidade para marcar, mas eu consigo, olhando para trás, tentar trazer isso para amadurecer. Eu tentei aproveitar isso, de ter passado ao lado de caras consagrados, para amadurecer e fazer do Paraná como se fosse o meu primeiro clube", declarou.

SITUAÇÃO

Há quatro jogos sem vencer, o Paraná chega no clássico na 11ª posição, com 35 pontos, a três do CRB, quarto colocado. O Coritiba tem 37. O duelo será no sábado, às 16h30, na Vila Capanema.