Polícia e MP investigam manipulação de resultados na Federação Paraibana de Futebol

Entre os investigados está Rosilene Gomes, ex-Presidente da Federação Paraibana de Futebol

por Agência Futebol Interior

João Pessoa, PB, 09 (AFI) - Após seis meses de investigação, a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba deflagraram na manhã desta segunda-feira a Operação Cartola, que contou com 39 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras. A operação investiga uma organização criminosa composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB) e os dirigentes de clubes (os cartolas). Eles são investigados por manipulação de resultados e falsidade ideológica.

De acordo com as informações coletadas pela Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF) e Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), a organização age com dois núcleos, com aproximadamente 80 membros já identificados. O primeiro núcleo é formado por membros da Federação, da Ceaf e os dirigentes de clubes. Este último (os cartolas) é responsável pelas decisões mais importantes no futebol paraibano e conta com uma sofisticada rede de proteção, de “elevado grau de articulação institucional”.

Polícia e MP investigam manipulação de resultados na Federação Paraibana de Futebol
Polícia e MP investigam manipulação de resultados na Federação Paraibana de Futebol
O segundo núcleo identificado é formado por membros da Ceaf, funcionários da FPF e de clubes de futebol, que atuam segundo a determinação do núcleo principal. Dentre as principais condutas investigadas, destacam-se a manipulação de resultados, adulteração de documentos, interferência em decisões da justiça desportiva (TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional. Entre os investigados está Rosilene Gomes, ex-Presidente da Federação Paraibana de Futebol.

Engrossam a lista de investigados: Amadeu Rodrigues, atual presidente da FPF, José Renato, presidente da Ceaf, Severino Lemos, diretor de arbitragem, Lionaldo Santos, presidente do TJD-PB, Zezinho, presidente do Botafogo-PB, William Simões, presidente do Campinense, Juarez Lourenço, presidente do Treze, e Josivaldo Gomes, presidente do CSP. Há também diretores, vice-presidentes e 11 árbitros envolvidos.

O Gaeco e a Polícia Civil ressaltaram que o desenvolvimento da ação conjunta contou com o apoio fundamental de testemunhas dos fatos, com conhecimento detalhado das condutas praticadas, além do trabalho das equipes de monitoramento e vigilância da Policia Civil, que analisaram centenas de documentos e realizaram diversas diligências durante os seis meses de investigações.

Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, manipulação de resultados (crimes do estatuto do torcedor) e por outras condutas sob apuração.

 
 
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