Parte do teto do Mangueirão cai e liga sinal de alerta para o Paraense

A Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) já entrou em contato com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para tratar do caso

por Agência Futebol Interior

Belém, PA, 08 (AFI) - A utilização do Mangueirão no Campeonato Paraense está em xeque. Na última segunda-feira, uma parte de concreto do teto do tradicional estádio caiu na arquibancada. O local receberia o jogo de estreia do Remo no estadual contra o Tapajós, no dia 20 de janeiro.

Responsável por cuidar do estádio, a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) já entrou em contato com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para tratar do caso. Resta saber se o Mangueirão vai ser liberado normalmente para receber os jogos do estadual, pois poderia ter acontecido uma tragédia se pessoas estivessem no loca.

Inaugurado em 1978 com capacidade para 70 mil pessoas, o Mangueirão passou por uma grande reforma em 2000, sendo reinaugurado dois anos depois. A tradicional "geral" deu lugar uma pista de atletismo e o estádio chegou a receber em 2005 o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, evento que levou mais de 40 mil pessoas.

Concretos do teto desabaram nas arquibancadas do Mangueirão (Foto: José Francisco)
Concretos do teto desabaram nas arquibancadas do Mangueirão (Foto: José Francisco)

Em contato com o Portal Futebol Interior, o jornalista da rádio e jornal Liberal, do Pará, Abner Luiz, comentou sobre a situação do Mangueirão, cujo padrão remete aos tradicionais estádios brasileiros, mas longe do considerado ideal hoje em dia. Como o local vem sendo pouco utilizado nos últimos anos, fica muito difícil para a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) realizar as mudanças necessárias.

"É um estádio fantástico, que replica os estádios tradicionais do futebol brasileiro, mas totalmente fora dos padrões que se usa hoje nas arenas. Seria preciso um investimento muito grande. Porém, apesar do futebol paraense ter público, ele é pouco usado. O que arrecada o estádio? O aluguel é baixo (R$ 10 mil) e tem o estacionamento que pertence ao estádio. É muito pouco para manter um estádio desse tamanho. Até para o próprio estado colocar R$ 50 milhões para que Remo e Paysandu joguem só quando quiserem é difícil. A coisa mudaria de figura se os dois times estivessem na Série A do Brasileiro", comentou Abner Luiz.

Nesta primeira fase do Campeonato Paraense, seis jogos estão marcados inicialmente para o Mangueirão. Além das quatro partida que o Remo vai realizar como mandante contra times do interior, o estádio recebe também os dois clássicos Re-Pa. As partidas do Paysandu, com exceção do clássico, acontecerão na Curuzu.

 
 
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