Há 18 anos, Alex marcava gol histórico contra o São Paulo no Morumbi

“Fui para casa consciente de que tinha feito um gol muito bonito em um jogo muito pesado", afirmou o craque

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 21 (AFI) - Há 18 anos, em 20 de março de 2002, no estádio do Morumbi, Alex marcava um gol que entraria para as lembranças do torcedor palestrino. São Paulo e Palmeiras se enfrentaram pela primeira fase do Torneio Rio-São Paulo, a equipe mandante vinha em boa fase, com cinco vitórias seguidas, enquanto os alviverdes vinham de um empate com a Portuguesa.

Na ocasião, o Palmeiras era treinado por Vanderlei Luxemburgo, enquanto Nelsinho Baptista era quem comandava o Tricolor. A equipe do São Paulo contava com Kaká, Belleti e Souza, mas o destaque da noite ficou por conta do camisa 10 palmeirense.

O placar foi inaugurado por Magrão, com assistência de Alex. O segundo gol saiu dos pés de Claudecir, até que, aos 27 minutos do primeiro tempo, Christian rolou a bola para Alex, que aplicou um chapéu no zagueiro e no goleiro Rogério Ceni antes de mandar a bola para o fundo das redes.

Foto: Acervo/ Palmeiras
Foto: Acervo/ Palmeiras
No segundo tempo, o São Paulo até conseguiu reagir e marcar dois gols. Mas a noite era para ser de Alex, que acabou sofrendo pênalti, que Arce bateu e converteu. A partida terminou em 4 a 2 para os alviverdes, que lembram mais do gol do que do resultado em si.

Alex, relembrando esse momento, diz que o pré-jogo ajudou muito a equipe a vencer, já que colocavam o São Paulo como favorito e os jogadores do Palmeiras queriam surpreender o tricolor em sua casa.

“O pré-jogo foi engraçado porque, na época, nós nos concentramos no Centro de Treinamento José Roberto Guimarães, onde hoje é o Instituto Tênis, em Barueri. E a competição estava da seguinte forma: o São Paulo ganhando tranquilo das outras equipes, goleando, com uma molecada nova surgindo, como Kaká, Luis Fabiano, Júlio Baptista, Maldonado, entre outros", lembra Alex.

"Eles vinham ganhando jogos de maneira bem tranquila e a gente enfrentava os mesmos adversários e tinha dificuldade, era um empate, ou uma vitória no sufoco. E a imprensa tratou o São Paulo como franco favorito e que ganharia de forma tranquila. O Luxemburgo trabalhou muito em cima disso, que era um clássico e ninguém poderia vencer de véspera. E nós surpreendemos. Antes do meu gol, já estava 2 a 0, e quando eu marco, indo para 3 a 0, dificilmente o São Paulo se recupera por conta do resultado e, um gol bonito como foi, dificulta ainda mais”, completa.

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PROPORÇÕES INIMAGINÁVEIS
Ele não imaginava que esse gol seria lembrado depois de tanto tempo. Após a partida, foi para casa feliz, mas sem ter noção que esse gol entraria para a história.

“Fui para casa consciente de que tinha feito um gol muito bonito em um jogo muito pesado. Só não imaginaria que se teria essa repercussão tão grande, depois de tantos anos as pessoas ainda estarem falando sobre ele. Saí de lá feliz, como sempre saía depois de vencer algum clássico, mas a dimensão da coisa eu não tive naquele momento", reconhece o camisa 10 palmeirense.

"É muito louco pensar nisso. Brinco que é uma pena que era um jogo que não valia tanto. Tinha o peso do clássico, lógico, mas não tinha o peso de ser uma decisão. O peso que esse gol tomou foi espetacular”, festeja.

Foto: Fabio Menotti/ Palmeiras
Foto: Fabio Menotti/ Palmeiras
Alex assume que esse deve ser um dos gols mais bonitos da história do clube, até porque a equipe palmeirense, após aquela vitória por 4 a 2, ficou 16 anos sem vencer na casa adversária.

“De beleza, com certeza é um dos principais gols do Palmeiras. De importância, não, mas de beleza sim. Também teve a questão do Palmeiras ficar 16 anos sem vencer no Morumbi, com aquele jogo sendo a última vitória. Por isso que eu falo que tomou uma proporção que, na hora do jogo, você nem imagina.”

Por último, Alex fala do orgulho de ter entrado na história de um clássico como Palmeiras e São Paulo, e, por isso, o gol é tão especial.

“Esteticamente, esse gol é muito lindo. E foi importante porque foi um jogo muito pesado, foi em um goleiro importante, com uma história muito grande no país que é o Rogério, e pela grandeza do jogo. Entrei para a história do Choque-Rei, marcando um gol como esse e é algo que me dá muito orgulho”, finalizou.

Letícia Denadai, Especial para o site da FPF, Sob supervisão de Raoni David