Polícia cumpre mandado de busca e apreensão em escritório de Mustafá Contursi

O recolhimento de provas atende um requerimento da 5.ª Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público de São Paulo

por Agência Estado

São Paulo, SP, 14 - A Polícia Civil de São Paulo cumpriu na manhã desta terça-feira um mandado de busca e apreensão na sede do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais e Ligas (Sindafebol), que tem como presidente Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras.

Por determinação da juíza Alessandra Teixeira Miguel, do Foro Central Criminal da Barra Funda, os policiais recolheram computadores e atas para investigar um possível crime de falsidade ideológica cometido pela entidade.

O recolhimento de provas atende um requerimento da 5.ª Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O mandado de busca e apreensão, obtido pelo Estado, atende um pedido feito inicialmente pelo Ituano para a Polícia Federal, que afirma que o Sindafebol firmou em 2011 uma parceria com o Ministério do Esporte no valor de R$ 6,2 milhões. O acordo, feito sem licitação, tinha o objetivo realizar o cadastro de torcidas organizadas.

Mustafá Contursi está sendo investigado
Mustafá Contursi está sendo investigado
SINDAFEBOL
Segundo texto do mandado, os policiais foram em busca de materiais na sede do Sindafebol para colher informações sobre a veracidade da atuação da entidade. A investigação feita pela Polícia Civil tenta apurar se a entidade forjou assinaturas de membros associados em assembleias, já que os encontros tinham participação pequena de pessoas.

Em contato com a reportagem, o presidente do Sindafebol, Mustafá Contursi, confirmou que o escritório da entidade, no centro de São Paulo, foi alvo de ação policial pela manhã. "Estou tomando conhecimento agora. Uma possível denúncia, não sei do quê. Entreguei um computador e umas quatro atas. Eu estou tranquilo para prestar outros esclarecimentos", disse o dirigente.

DENÚNCIA
Para o ex-presidente do Palmeiras, a ação da polícia veio após uma denúncia movida por algum desafeto.

"Eu acredito que seja uma mera questão política. Ainda preciso tomar conhecimento", afirmou Contursi, que disse não saber se a possível motivação política tem ligação com o clube alviverde.