Queda de rendimento de Lucas Lima abre chance para Guerra no Palmeiras

Contra o Santo André, ele fez um gol, deu passe para outro e demonstrou disposição

por Agência Estado

São Paulo, SP, 18 - O Palmeiras se reapresenta nesta quarta-feira na Academia de Futebol e inicia a preparação para o jogo com Internacional, no domingo, pelo Campeonato Brasileiro, com expectativa de novidades. As atuações ruins do meia Lucas Lima e a evolução do venezuelano Guerra abrem a possibilidade do ex-jogador do Santos perder espaço no time titular pela primeira vez na temporada.

Lucas Lima estreou no Palmeiras de forma muito positiva. Contra o Santo André, ele fez um gol, deu passe para outro e demonstrou disposição. Agora, praticamente três meses depois daquele jogo, a situação é outra. O jogador tem recebido críticas da torcida e nos dois últimos jogos foi substituído. Moisés entrou na vaga dele contra o Boca Juniors e Guerra foi o acionado diante do Botafogo.

A participação do venezuelano foi decisiva. Guerra deu dinamismo ao time e ainda fez o gol palmeirense no empate em 1 a 1. A atuação dele foi elogiada pelo técnico Roger Machado. "Quando o Guerra conseguiu encontrar espaço e ao mesmo tempo organizar os momentos para se colocar na linha de passe, a gente conseguiu evoluir. O Guerra também chegou um pouco mais dentro da área que nos deu condição de empurrar o Botafogo para o seu campo", comentou.

Queda de rendimento de Lucas Lima abre chance para Guerra no Palmeiras
Queda de rendimento de Lucas Lima abre chance para Guerra no Palmeiras
Na semana passada, Roger já havia identificado a queda de rendimento de Lucas Lima e saiu em defesa do jogador. O técnico explicou que pela análise da comissão técnica e dos médicos do Palmeiras, o meia estava desgastado fisicamente. O treinador manteve o atleta no time titular, porém preferiu tirá-lo ainda no intervalo da partida com o Botafogo, no Rio. "A opção pela entrada do Guerra já de início no segundo tempo se mostrou acertada. Ele entrou bem na partida", comentou Roger.

O venezuelano teve poucas oportunidades para atuar nesta temporada, porém nos dois últimos jogos foi decisivo, apesar de ter começado como reserva. Contra o Boca ele deu o passe para Keno fazer o gol e contra o Botafogo, abriu o placar.

Roger costuma repetir nas entrevistas que tem cautela quando se trata de mexer na formação titular. O treinador entende ser prejudicial ao jogador sacá-lo do time se o atleta vive um momento ruim, por tirar a confiança e atrapalhar o ambiente no elenco.