Mesmo com sucesso, base do Palmeiras sofre por espaço no profissional

A diretoria tem optado por fazer altas contratações do que valorizar o que tem em casa

por Agência Estado

São Paulo, SP, 25 - Apesar do ano histórico nas categorias de base, com a presença em decisões do Campeonato Paulista em cinco categorias, o Palmeiras não tem conseguido emplacar no elenco profissional as revelações produzidas em casa. No Campeonato Brasileiro desta temporada somente três atletas criados no próprio clube tiveram chance de atuar e, ainda assim, por poucos minutos.

Neste sábado o Allianz Parque deve receber 20 mil pessoas para as finais do Estadual sub-11, contra o Santos, e sub-15, contra o São Paulo. O Palmeiras ainda disputa os títulos do Paulista sub-17 e sub-20, fora o da Copa do Brasil sub-17, resultados considerados internamente como reflexo de uma ampla reformulação nas categorias de base da equipe.

Se em 2016 o Palmeiras teve uma revelação da base como craque da equipe, o atacante Gabriel Jesus, o corrente ano está a duas partidas de acabar e não teve participação efetiva de jovens jogadores criados em casa. No Brasileiro somente os volantes Fernando e Gabriel Furtado, mais o atacante Matheus Iacovelli tiveram chance de atuar. A máxima permanência em campo de um deles foi de um tempo.

Vitinho com a camisa do Barcelona
Vitinho com a camisa do Barcelona
ACADEMIA
Antes do trio, o clube utilizou no primeiro semestre o meia Vitinho em algumas partidas. O jogador acabou negociado por empréstimo com o Barcelona B, da Espanha. Ainda nesta temporada a diretoria selou a saída de outros atletas da base, como o atacante Matheus Iacovelli (Estoril) e o zagueiro Gabriel Estigarribia (Alavés). Por fim, o atacante Gabriel Barbosa fechou empréstimo com o Spal, da Itália.

O clube tem promovido a aproximação entre base e profissional, com a realização de treinos dos garotos na Academia de Futebol e a presença de alguns desses atletas nos trabalhos do elenco principal. Essas medidas são consideradas pelo Palmeiras como outro segredo para o clube ter neste ano 18 jogadores convocados para equipes de base da seleção brasileira. No último Mundial sub-17, por exemplo, a equipe tinha três jogadores no Brasil e outro na seleção paraguaia.

O principal motivo para não se ter no Brasileiro uma utilização maior da base é o poderio financeiro do clube. O apoio da patrocinadora, Crefisa, em contratações possibilita a equipe concretizar a vinda dos reforços desejados. Com a chegada de contratações experientes, os garotos acabam por perder espaço.