Parceria de sucesso entre CBAt e Caixa completa 20 anos

O primeiro contrato de patrocínio entre as duas instituições vitoriosas foi assinado no dia 3 de abril de 2001

por Agência Futebol Interior

Bragança Paulista, SP, 03 (AFI) – A parceria vitoriosa entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e a Caixa Econômica Federal completa 20 anos neste sábado (3/4). O primeiro contrato de patrocínio foi assinado em 2001.

Neste tempo todo, esta união foi imprescindível para grandes momentos do esporte, com a realização de projetos de médio e longo prazos no alto nível, e também com uma importantíssima ferramenta de inclusão e de transformação social nas categorias de base e de iniciação esportiva.

PARCERIA

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Nestes 20 anos, graças à Caixa, as condições de treinamento e competição atingiram novo patamar, alcançando nível internacional, com atletas e treinadores tendo a melhor preparação para os grandes eventos.

A parceria possibilitou a formulação de um calendário nacional estruturado, com competições em todas as modalidades e categorias, o que contribuiu com o desenvolvimento e crescimento do atletismo, assim como organização de cursos e clínicas para a formação e aperfeiçoamento de árbitros e treinadores, e o trabalho de iniciação e revelação de valores nos Centros de Formação de Atletismo, distribuídos por todas as regiões do País.

“Hoje em dia é impossível dissociar a marca Caixa do atletismo brasileiro e o atletismo brasileiro da Caixa. Por isso, a nova diretoria da Confederação Brasileira de Atletismo já está em negociações para a renovação do patrocínio”, disse o presidente do Conselho de Administração da CBAt, Wlamir Motta Campos, eleito no dia 30 de março. “Tudo isso é fruto de muito trabalho, fruto da credibilidade dessas duas instituições gigantes. São entidades com grande importância na transformação social do País”, completou Wlamir.

A Caixa, em seu aniversário de 150 anos, classificou a parceria entre as entidades como o “casamento que deu certo”. Hoje, alia o caráter de principal agente das políticas públicas do Governo Federal, como agora com o pagamento do Auxílio Emergencial para milhões de brasileiros, com o de fomentar o atletismo como ferramenta de inclusão social.

CAIXA

Instituição consolidada no mercado como banco de grande porte, sólido e moderno, a Caixa foi criada pelo decreto número 2.723, assinado por Dom Pedro II em 1861, no Rio de Janeiro, com as funções de guardar “as pequenas economias das classes menos abastadas” e “emprestar, por módico juro e sob penhor, as somas necessárias para socorrer as urgentes necessidades das alas menos favorecidas da fortuna”.

Desde então, o banco da inclusão está presente na vida dos brasileiros, seja no financiamento da casa própria, pelos prêmios espetaculares das Loterias Caixa, ou ajudando por meio dos benefícios do Governo Federal. E no apoio ao desenvolvimento do Brasil também pelo esporte.

O atletismo é chamado de esporte-base, pois sua prática corresponde aos movimentos naturais do homem. Na década de 1970, a CBD foi extinta. Os esportes que ainda estavam sob a sua administração formaram entidades especializadas. Neste grupo estavam o futebol, que fundou a CBF, e o atletismo, que criou a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Fundada em 2 de dezembro de 1977. A CBAt passou a operar oficialmente em 1979.

RESULTADOS

Nestes 20 anos de parceira com a Caixa, a CBAt pôde enviar seleções brasileiras para as principais competições, entre elas, Campeonatos Mundiais de Adultos, Sub-20 e Sub-18, com resultados expressivos para o Brasil. Vale relembrar alguns exemplos de resultados nestes 20 anos.

Logo em 2003, no Mundial de Paris, Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e
Claudio Roberto Sousa ganharam prata no revezamento 4x100 m. Nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, Vanderlei Cordeiro de Lima foi o grande destaque, com o bronze na maratona. No Mundial Indoor de Budapeste-2004, Osmar Barbosa dos Santos ganhou bronze nos 800 m e Jadel Gregório foi prata no triplo. Em 2005, os brasileiros foram a Helsinque para a disputa do Mundial. Dois anos depois, Jadel conquistou a prata no Mundial de Osaka-2007.

No Pan do Rio-2007, o Atletismo conquistou 23 medalhas, recorde do País na competição até então. Em Pequim-2008, Maurren Maggi tornou-se a primeira mulher sul-americana a ganhar o ouro olímpico em uma prova individual, no salto em distância. Os revezamentos 4x100 m masculino e feminino ficaram com o bronze por decisão posterior do Comitê Olímpico Internacional (COI).

No Mundial Indoor de Doha, no Catar, em 2010, Fabiana Murer ganhou a medalha de ouro no salto com vara e tornou-se a primeira mulher brasileira campeã mundial no atletismo, e Keila Costa foi bronze no salto em distância. Em Daegu-2011, Fabiana subiu ao pódio mais uma vez e deu ao Brasil o primeiro título mundial em estádio aberto.

Mauro Vinícius da Silva, o Duda, venceu o salto em distância no Mundial Indoor de Istambul, na Turquia, em 2012, e também o de Sopot, na Polônia, em 2014.

PREPARAÇÃO

Com o patrocínio da Caixa, a CBAt fez boa preparação para os Jogos de Londres-2012, colocando atletas em diversas finais. Na temporada de 2014, Fabiana Murer conquistou o bicampeonato da Liga Diamante. No Mundial de Pequim-2015, além do vice-campeonato de Fabiana Murer, os marchadores Caio Bonfim e Érica Sena terminaram os 20 km na sexta posição.

No Pan de Guadalajara-2011, o País obteve seu melhor resultado coletivo na história da competição com a conquista de 23 medalhas.

Já em 2016, os atletas e treinadores receberam a melhor preparação para os Jogos Olímpicos do Rio. Com 67 atletas, o Brasil levou aos Jogos, que foram realizados pela primeira vez na América do Sul, sua maior equipe. A coroação veio com a medalha de ouro de Thiago Braz, no salto com vara. O Brasil teve, ainda, 11 atletas entre os 12 primeiros.

A CBAt pôde investir os recursos nas diversas modalidades, entre elas a marcha atlética, que alcançou um alto nível de resultados, e deu ao Brasil em 2017 sua primeira medalha em Campeonato Mundial na especialidade. Caio Bonfim, que já estava fazendo excelentes resultados nas temporadas anteriores, foi bronze nos 20 km em Londres. E Erica Sena venceu o Circuito Mundial da então IAAF, hoje World Athletics, no mesmo ano.

No Mundial Sub-18 de Nairóbi, Quênia, no revezamento 4x400 m misto, com Bruno Benedito da Silva, Giovana Rosália dos Santos, Jéssica Vitória Moreira e Alison Brendom dos Santos, o Brasil levou ouro em 2017 (uma das várias conquistas em categorias de base).

Na temporada 2018, Almir Junior subiu ao pódio, com a prata, no salto triplo no Mundial Indoor de Birmingham. Na Copa Continental de Ostrava, na República Tcheca, Darlan Romani foi ouro no arremesso do peso e Vitória Rosa venceu com a equipe das Américas o revezamento 4x100 m. O Brasil conquistou duas medalhas no Mundial Sub-20, com Mirieli Estaili Santos, medalha de prata do salto triplo, e Alison Santos, bronze nos 400 m com barreiras.

Em 2019, o Brasil comemorou o título inédito de campeão no Campeonato Mundial de Revezamentos de Yokohama, no Japão, na prova do 4x100 m masculino, e teve boa campanha no Mundial de Doha com seis finalistas entre os oito melhores, com destaque para Darlan Romani, quarto no arremesso do peso na prova mais forte da história da prova. Foi quarto também no 4x100 m masculino e nos 20 km marcha atlética com Érica Sena. No Pan de Lima o Brasil fechou sua participação com 16 medalhas.

No Mundial de Doha, um novato de 19 anos chamou a atenção. Formado no Instituto Edson Luciano Ribeiro, na cidade paulista de São Joaquim da Barra, Alison Brendon Alves dos Santos foi finalista dos 400 m com barreiras, tornando-se uma das maiores revelações do atletismo nacional. Junto com ele, com certeza, dezenas de outros participantes conheceram o esporte e ganharam noções fundamentais de cidadania, de caráter, mesmo não seguindo na modalidade esportiva. E isso ocorre em todo o País.

Muitas outras conquistas foram alcançadas neste período - todas muito importantes. O País venceu diversas vezes os campeonatos de área, conquistou medalhas em Campeonatos Mundiais Sub-20 e Sub-18, como o ouro de Izabela Rodrigues no lançamento do disco no Mundial Juvenil de Eugene-2014 e no 4x400 m misto no Mundial de Nairóbi-2017. Agora, o foco é a preparação é para os Jogos Olímpicos de Tóquio.