Paulistão: No Dia do Goleiro, Novorizontino conta as histórias se seus 'arqueiros'

Os Guardiões da Meta: no Dia do Goleiro, os goleiros do Tigre contam como foram parar debaixo das traves

por Agência Futebol Interior

Novo Horizonte, SP, 26 (AFI) - Eles estão dentro da área, mais precisamente debaixo da baliza para evitar o que é o maior objetivo em um jogo de futebol: o gol. Mas para chegar até aqui, muitos obstáculos foram vencidos. No Dia do Goleiro, celebrado em 26 de abril, os goleiros do Grêmio Novorizontino falaram sobre como viraram arqueiros ao longo da carreira e declararam o que atualmente representa a posição.

Atualmente, o Tigre conta com 4 goleiros em seu elenco profissional: Giovanni, Rodrigo Viana, Vinícius Almeida e Lucas Ribeiro, todos treinados por Kadu Moreira, preparador de goleiros do Grêmio Novorizontino há 8 anos. Ex-arqueiro, o atual professor dos atletas sabe da importância do treinamento diário e do diálogo com os companheiros.

"É preciso ter muita força de vontade, comprometimento e disposição. Todos os atletas precisam entender que existem processos dentro da caminhada de cada um, e ter as forças física e mental poderão fazer diferença na hora do desenvolvimento da carreira.

Atualmente, temos quatro goleiros e fazemos um trabalho que envolve esses dois fatores. Treinamos para deixar todos os atletas preparados e a disposição do técnico Léo Condé. Para isso, busco realizar trabalhos específicos e conversar bastante com eles", destacou Kadu.

Novorizontino investe em treinamentos e bem estar de seus goleiros
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DOIS GRUPOS
Dentro da equipe, os goleiros do clube podem ser divididos em dois grupos: os mais experientes e os que estão dando seus primeiros passos na carreira. Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro e com títulos notáveis na carreira – dentre eles, a Taça Libertadores da América em 2013 –, Giovanni começou na meta ainda garoto, por influência familiar.

“Quando meu irmão mais velho me levava para jogar bola, ele me colocava no gol. E desde então, eu nunca mais parei. Graças a esse incentivo dele, hoje sigo minha carreira desta forma. Sou muito grato a Deus e a minha família. Todas as coisas que aconteceram na minha vida e que eu pude desfrutar foi graças a eles”, declarou o goleiro titular do Tigre.

INÍCIO NA INFÂNCIA
Já para outro nome bastante rodado pelo futebol nacional, a vida como arqueiro também começou ainda criança, mas por acaso.

“Na época, faltou goleiro na escolinha de futebol que eu jogava. Como ninguém queria ir, tomei a iniciativa. Jogava um tempo na linha e outro no gol. Com isso, pintou a oportunidade de defender o Botafogo-RJ como goleiro. Agarrei a oportunidade e segui a carreira. Nunca foi minha pretensão, mas as situações foram desenvolvendo de forma natural. Sou muito feliz por poder fazer do meu hobby o meu trabalho”, disse Rodrigo Viana, goleiro do Grêmio Novorizontino.

JOVENS DE FUTURO
Além de Giovanni e Rodrigo, o Tigre conta com mais dois jovens goleiros: Vinícius Almeida e Lucas Ribeiro. Para o primeiro da dupla, a vida defendendo a meta começou da mesma forma que a de milhões de brasileiros: a de realizar sonho de ser um jogador de futebol; no caso de Vinícius, não necessariamente o sonho dele.

“Eu me tornei goleiro por conta do meu pai. Ele tentou ser goleiro profissional e, ao longo do tempo, me incentivou a seguir carreira na posição. No começo, eu não gostava muito (risos), mas depois fui tomando gosto.

O incentivo do meu pai, em sentir prazer em me ver jogando, me deu forças. Para mim, é muito prazeroso ser goleiro. Me sinto realizado de poder fazer o meu melhor todos os dias”, afirmou Vinícius Almeida.

PELA MOTIVAÇÃO
Quem também se apegou aos sonhos, mas desta vez nos próprios sonhos, foi o goleiro Lucas Ribeiro. Apaixonado por futebol desde criança, via nas plasticidades das defesas uma inspiração. Com isso, levou a vontade de ser goleiro adiante.

"Sempre achei muito bonito os goleiros fazendo defesas e dando aqueles longos saltos. Quando você é criança, isso chama atenção, e você quer reproduzir essas imagens. Por isso decidi me tornar goleiro.

No início, comecei como atacante, mas não tive sucesso (risos). Com o tempo, percebi que levava jeito para ser goleiro. Fui para o gol aos 10 anos, e desde então nunca mais nem pensei em sair", disse o goleiro Lucas Ribeiro, que completou...

“Atualmente, me sinto realizado. Amo minha profissão e tenho muito orgulho de exercê-la. Isso é fundamental para mim”.