Série C: Vice do Náutico dispara contra a PM: 'Se fizer biquinho, não precisa vir'

Diógenes Braga criticou a falta de profissionais da corporação no Estádio do Aflitos

por Agência Futebol Interior

Mesmo após o pedido da Polícia Militar para que a semifinal entre Náutico e Juventude fosse disputada na segunda-feira, o clube pernambucano conseguiu manter o jogo no domingo e comemorou a classificação à final.

A segurança da partida, no entanto, teve que ser feita por seguranças privados contratados pelo clube e oficiais da Guarda Civil Municipal. A falta de homens da PM foi duramente criticada por Diógenes Braga, vice-presidente do Náutico.

"Fomos vítimas de uma retaliação covarde. Um biquinho de uma entidade importante para a sociedade. E eu vim agradecer à torcida pelo comportamento em nome do Náutico.

E à Guarda Municipal. Eu vou até fazer uma brincadeira, porque eles correram mais que alguns jogadores em campo. Se no próximo jogo a PM continuar de biquinho, não precisa vir", afirmou o mandatário alvirrubro.

Em nota oficial, a Polícia Militar disse que não houve tempo hábil, diante da decisão judicial, para mobilizar o efetivo necessário para servir na partida:

Com a decisão judicial do retorno do jogo Náutico x Juventude para hoje (domingo), o Náutico se comprometeu a contratar 200 seguranças, que fizeram a segurança interna dos Aflitos. A PM fez o patrulhamento externo do estádio, com viaturas, motos e policiamento a pé.

Foto: Léo Lemos / CNC
Foto: Léo Lemos / CNC

Como a decisão judicial final sobre a data do jogo só chegou ao conhecimento da PM no início da noite de sexta-feira (20), foi necessário rever toda uma estrutura que estava definida para escala do efetivo, não apenas para essa partida de futebol, mas para os inúmeros eventos que acontecem da capital ao Sertão, neste domingo.

O CASO
A tensão entre o clube e a entidade começou com o pedido de alteração da partida. A data havia sido alterada a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MP-PE), por causa da realização do show da banda Bon Jovi, no mesmo dia e também no Recife, no Estádio do Arruda.

O argumento do MP era de que a Polícia Militar não teria efetivo suficiente para atender dois eventos de grandes proporções no mesmo dia. O juiz Flávio Augusto Fontes de Lima, do Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo e Criminal do Torcer da Capital, acatou o pedido e determinou a mudança na última quinta-feira.

Depois disso, o clube entrou com um mandado de segurança e o Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou a suspensão da decisão anterior, restaurando a data original da partida.