Náutico insiste em irregularidade da Ponte e STJD marca julgamento para sexta

A acusação do Náutico é que o clube utilizou irregularmente o lateral-direito Igor e o atacante Júnior Santos

por Agência Futebol Interior

Recife, PE, 09 (AFI) – O Náutico segue brigando na justiça desportiva pela eliminação da Ponte Preta na Copa do Brasil alegando escalação irregular do atacante Júnior Santos e o lateral Igor, que já haviam defendido o Ituano na primeira fase. Nesta quarta-feira, Ronaldo Botelho Piacente, presidente do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), negou o pedido para cancelar a partida com o Flamengo nas oitavas de final, mas marcou um julgamento extraordinário para sexta-feira, quando irá julgar o pedido pernambucano.

A acusação do Náutico é que a Ponte Preta utilizou irregularmente o lateral-direito Igor e o atacante Júnior Santos nos dois jogos da quarta fase da Copa do Brasil, que renderam a eliminação da equipe pernambucana. O rival argumenta que os dois atletas não poderiam ter jogado porque já haviam sido relacionados pelo Ituano ainda na primeira fase, mas não saíram do banco de reservas e nem entraram durante a derrota por 2 a 0 para o Uberlândia.

Náutico insiste em irregularidade da Ponte e STJD marca julgamento para sexta
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O STJD demonstrou que o determinado pelo regulamento é a proibição do uso de atletas que já atuaram por outro clube. Aqueles que foram relacionados, mas não foram aproveitados, ficam livres para defenderem novas equipes. Antes dos dois jogos, a Ponte já havia feito uma consulta jurídica à CBF para saber se os jogadores estavam em condições legais.

Em um primeiro momento o STJD arquivou a denúncia do Náutico, mas o clube entrou com uma liminar pedindo a revisão do pedido, que também foi negada. A terceira tentativa foi um pedido para cancelar o jogo entre Ponte Preta e Flamengo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, mas o tribunal entendeu que não é possível suspender o jogo sem que haja provas de irregularidade. Com isso, marcou um julgamento para sexta-feira, em Brasília, para finalizar encerrar o caso.

“A suspensão de partida somente poderá ser deferida liminarmente quando houver inequívoca prova de irregularidade, caso grave, incontestável, sob pena de afronta ao inciso XVII do artigo 2º do CBJD. No caso dos autos, trata-se de matéria de transferência de atleta que teria ficado no banco e não atuado pela equipe, na qual a Procuradoria, entendendo não haver irregularidade determinou seu arquivamento, o qual foi ratificado pelo Procurador Geral, conforme lhe permite o artigo 74, §3º do CBJD”, analisou o presidente Piacente.