Mogi é desligado das competições da CBF e pode ficar sem calendário em 2018

O clube também não compareceu ao Conselho Arbitral da Série A3 na última terça-feira

por Kim Belluco

Mogi Mirim, SP, 01 (AFI) - Campeão paulista do interior em 2012 e figura constantemente vista nas principais divisões do país, o Mogi Mirim vem seguindo os passos de outras potências do interior de São Paulo, que fecharam as portas após rebaixamentos consecutivos e sem conseguir controlar as dívidas. Um desses exemplos é o União São João de Araras, que anunciou o encerramento de suas atividades no início de 2015.

Desde esse fatídico ano para o União, o Mogi Mirim vem colecionando fracassos. O time foi rebaixado na Série B, com a pior campanha entre os competidores. No ano seguinte: outra queda, agora, no Paulistão, com uma nova fórmula de disputa, levando à Série A2 seis agremiações. Em 2017, o pior ano. O time do interior paulista caiu para a Série A3 do Estado e ainda foi para a Série D do Brasileiro.

SEM CALENDÁRIO?
O dilema: "Não há nada tão ruim que não possa piorar" nunca ilustrou tão bem a situação do Mogi Mirim. Nesta quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportivo (STJD) desligou o clube de todas as competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por falta de pagamento de duas taxas de arbitragens, em jogos contra Tombense (29/07) e Ypiranga (12/08), além de uma multa de R$ 2 mil.

Mogi Mirim pode ficar sem calendário em 2018
Mogi Mirim pode ficar sem calendário em 2018
Com isso, o Mogi só poderá disputar o Campeonato Brasileiro da Série D se quitar o débito junto à CBF. O pagamento das taxas de arbitragens, inclusive, já foi uma pedra no sapato do time durante a Série A2 do Paulista deste ano, quando também teve que lutar contra a greve dos jogadores devido salários atrasados, resultando no W.O. contra o Ypiranga. Na ocasião, a diretoria acabou quitando a dívida com a Federação Paulista de Futebol (FPF).

Sem poder disputar os campeonatos nacionais, o Mogi Mirim pode ficar totalmente sem calendário para 2018. O clube não mandou nenhum representante ao Conselho Arbitral da Série A3, realizado nesta terça-feira, e foi notificado pela FPF. Há uma possibilidade de desistência.

A reportagem procurou o presidente Luiz Henrique para esclarecer a questão, mas não foi atendida. A assessoria de imprensa do Mogi Mirim informou que ainda não há um parecer oficial da diretoria sobre a ausência no Conselho Arbitral da Série A3, reunião que definiu os participantes e a fórmula de disputa do torneio em 2018.

Confira abaixo comunicado do STJD enviado ao clube:

“De ordem do Dr. Auditor Presidente deste Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Ronaldo Botelho Piacente, referente aos Processos nº 133/16 - 4ª CD e Processo nº 132/2017 – 4ª CD, informo que através de despacho, determina o desligamento do Mogi Mirim E.C., considerando o não pagamento da dívida existente para com a justiça desportiva, fica imediatamente impedido de participar de qualquer competição em curso e ou futura nos termos dos artigos 53 e 89 do RGC - até a quitação do débito”.

 
 
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