Atravessando o pior momento de sua história, Marília completa 76 anos

Nesta temporada, equipe maqueana foi rebaixada ao Campeonato Paulista da Segunda Divisão

por Agência Futebol Interior

Marília, SP, 12 (AFI) - Um dos clubes mais tradicionais do Interior de São Paulo, o Marília Atlético Clube completa 76 anos nesta quinta-feira. Se, por um lado, o MAC vive o pior momento desde a fundação após o rebaixamento ao Campeonato Paulista da Segunda Divisão, por outro, o Tigrão conta com uma das mais ricas histórias do Estado.

O primeiro grande momento aconteceu em 1971, com o título do atual Campeonato Paulista da Série A2. A permanência na elite durou até 1985, quando foi rebaixado com o arquirrival Noroeste. O retorno veio em 1990. Com uma reestruturação das divisões feitas pela FPF, o MAC, na canetada, caiu para o Paulista A2, em 1994. Já em 1994, queda para a A3. Em 1996, nova queda, dessa vez, para o Paulista B1-B, a quarta divisão da época. O retorno à A3 veio com o vice da B1-B de 1999.

Em 2001, após a quinta colocação na A3 e a criação da Liga Rio-São Paulo, que abriu vagas na elite, o Marília subiu para a A2. Já em 2002, título da A2 e retorno à elite. Além disso, no segundo semestre daquele ano, vice-campeonato da Série C. Assim, o time mariliense passaria a viver os maiores anos de sua história.

Atravessando o pior momento de sua história, Marília completa 76 anos
Atravessando o pior momento de sua história, Marília completa 76 anos
Em 2003, fica na elite do Paulistão e avança ao quadrangular do acesso da Série B - no entanto, morre abraçado com o Sport, enquanto Palmeiras e Botafogo retornam ao Brasileirão. Na temporada seguinte, 11º lugar do Paulistão e 8ª colocação da Série B. Em 2005, seguiu na elite estadual e alcançou a quinta posição da Série B.

No ano seguinte, fica no Paulistão mais uma vez, enquanto na Série B, agora em formato de pontos corridos, um bom nono lugar. Em 2007, outra campanha estável no Estadual. No Nacional, sexta colocação e seis pontos atrás do Vitória, último classificado. A partir de 2008, o Tigrão nunca mais foi o mesmo: permanece no Paulistão, mas cai para a Série C. Em 2009, queda à A2 e sequência na Série C. Em 2010, fica nas mesmas divisões.

Em 2011, péssima temporada: queda à A3 e à Série D. Em 2012, permanece na A3. Além disso, como não subiu à Série C, o MAC se despediu das competições nacionais. Em 2013 e 2014, um sopro de esperança no Abreuzão: o Tigre sai da A3 para a A1 Paulista. No entanto, os rebaixamentos retornam: em 2015, 2016 e 2018, o MAC fez péssimas campanhas, caindo do Paulistão para a Segundona.

CRISE SEM FIM?
Há 15 dias, através das redes sociais, o presidente do clube, Antonio Carlos “Sojinha” comentou a queda e a situação delicada pela qual o MAC vem passando. Segundo o dirigente, as dívidas chegam à casa dos R$ 20 milhões, o que vem atrapalhando o andamento das finanças e da montagem de elencos nas últimas temporadas.Sojinha reafirmou ainda que pretende seguir no comando do clube e que, apesar das dívidas, os salários dos jogadores estão em dia e nunca atrasaram.

 
 
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