Jogador do Cariocão atua como feirante durante paralisação do futebol

Mesmo acordando às 6h30, ele encontra tempo para treinar e se manter em forma

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 21 (AFI) - A pandemia do novo coronavírus causou sérios problemas a muitas pessoas. Muitos tiveram que se reinventar. O lateral-direito Gedeilson Oliveira, do Madureira, por exemplo, tem trabalhado com feirante durante a paralisação do futebol.

"A vergonha que teria seria de chegar em casa e minha filha pedir alguma coisa e eu falar pra ela que não poderia dar. Pra não chegar a esse ponto, preferi agir antes. Não tenho vergonha", disse ele ao colunista Léo Dias.

Jornada dupla. (Foto: Reprodução)
Jornada dupla. (Foto: Reprodução)
O Cariocão está paralisado desde meados de março e os clubes entraram de férias em abril. Muitos clubes cortaram parte do salário dos jogadores.

"Muitos jogadores teriam vergonha, mas se eu tivesse chance de deixar uma mensagem pra eles seria para colocar vaidade de lado, que não leva o ser humano a lugar nenhum", completou o atleta.

SEM FOLGA!

Mesmo trabalhando como feirante em Bangu, ele acorda às 6h30, Gedeílson Oliveira ainda encontra tempo para treinar e se manter em forma para quando a bola voltar a rolar.

"Eu, hoje, desempregado e sem contrato, consigo ajudar duas famílias: são duas pessoas trabalhando na barraca. Por causa da pandemia tive que mudar algumas coisas da minha vida até mesmo para não viver na pior. Esse vírus mudou a vida de todo mundo, ego não cabe dentro de mim", explicou.