Duelo brasileiro definiu a melhor lutadora do UFC. Quem venceu foi...

A decisão das mulheres antecedeu a luta entre os meio-pesados Jones e Gustafsson em Los Angeles

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 30 (AFI) – O UFC conheceu nesta madrugada a sua maior lutadora do momento. Pelo menos foi o que garantiu o presidente da entidade, o americano Dana White. Ele colocou frente a frente duas brasileiras campeãs: Cris Cyborg, campeã do peso pena, e Amanda Nunes, campeã do peso galo. Na luta principal, Jon Jones venceu Gustafsson e reconquistou o título dos meios-pesados.

A vencedora do evento realizado em Los Angeles, na Califórnia, foi a baiana Amanda Nunes que superou a mão pesada Cris Cyborg. Esta foi sua terceira defesa do título da curitibana que não confirmou o amplo favoritismo nas casas de apostas com 70% sobre Amanda Nunes.

SARAIVADA DE SOCOS
A luta foi decidida ainda no primeiro round, numa disputa franca. Amanda conseguiu impor vários golpes diretos seguidos e derrubou Cyborg pela segunda vez na história. Cyborg não perdia há 13 anos. Ela se abriu muito, achando que venceria na troca de golpes.

Mas Amanda foi precisa nos golpes. Ele conseguiu soltar quatro cruzados seguidos e, por fim, com Cyborg cambaleando, Amanda deu o último cruzado de direita que fez Cyborg capotar de lado. A luta durou apenas 51 segundos.

Emocionada, Amanda chorou muito após a vitória e levou para casa dois cinturões. Até brincou no final, querendo entrar para o 'hall da fama'. A expectativa agora é para uma revanche.

Cris Cyborg e Amanda Nunes são as duas melhores lutadoras do UFC
Cris Cyborg e Amanda Nunes são as duas melhores lutadoras do UFC

Amanda Nunes segue com o seu cinturão após este evento UFC 232 que, inicialmente, seria realizado em Las Vegas. A “Leoa” já defendeu seu cinturão quatro vezes e conseguiu um feito inédito no feminino: ser campeã em duas categorias.

LAS VEGAS CAIU
A mudança de última hora de local se deu devido a luta pelo título vago do meio-pesado entre Jon Jones, americano, e Alexander Gustafsson. O americano Jones venceu no terceiro round e reconquistou o título mundial da categoria.

Acontece que Jon Jones ainda acusou doping, mesmo que em dosagem bem insignificante, e foi vetado pela comissão de lutas de Las Vegas. A solução, para não estragar o evento, foi a transferência, para Los Angeles. Desta forma, o UFC derrubou a capital mundial dos cassinos.

REVANCHE ESPERADA
A primeira fez que eles se enfrentaram foi em setembro de 2013, numa vitória apertada por portos de Jones. De reconhecido talento, o americano é da turma dos 'bad boys' e já foi suspenso várias vezes por uso de doping.

O primeiro round foi equilibrado. Jones tentou dar cotoveladas, mas Gustafsson se protegeu bem e ainda tentou a iniciativa do combate. Houve uma parada técnica por golpe baixo de Jones. No segundo round. Jones tentou derrubar,mas sem sucesso. Ele recebeu uma dedana no olho e a luta parou de novo.

Ainda no primeiro minuto do terceiro round, Jones derrubou Gustafsson e precisou de mais dois minutos para desferiu cotoveladas, até pegar as costas e desferir muitos golpes para vencer a luta.

Douglas foi desaconselhado a não voltar para o 3.º round
Douglas foi desaconselhado a não voltar para o 3.º round

DERROTA BRASILEIRA
Fora a disputa entre as brasileiras, apenas um lutador tupiniquim esteve em ação e perdeu. Pelo peso-galo, Douglas D'Silva perdeu para o russo Petr Yan.

Esta foi a terceira derrota do paraense, de 33 anos, que é 14.º no ranking com 25 vitórias. O russo chegou à sua 11.ª vitória, a terceira no UFC.

O brasileiro nunca esteve em vantagem contra o russo, que dominou os dois primeiros rounds. Sangrando e cansado, o próprio corner do brasileiro não quis a continuação da luta no intervalo do segundo round.