Dirigentes do Cruzeiro revoltados com a expulsão de Kleber

por Teste

Belo Horizonte, MG, 20 (AFI) - A expulsão do atacante Kléber logo no primeiro minuto do jogo contra o São Paulo, na última quarta-feira, no Morumbi, revoltou o jogador e os dirigentes do Cruzeiro, que acabou eliminado da Copa Libertadores após uma nova derrota por 2 a 0 para o adversário.

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Para Kléber, o árbitro uruguaio Jorge Larrionda foi rigoroso demais ao expulsá-lo depois do tapa que o atacante acertou no rosto de Richarlyson, quando tentava se livrar da marcação do são-paulino.

"Vi todos os noticiários e é unânime, não só pelo torcedor, pela nossa direção, mas também pela imprensa. Muita gente achou que o juiz foi rigoroso demais, não precisava. Eu também acho que, com um minuto de jogo, dá um cartão amarelo", afirmou Kléber, que depois reforçou a sua indignação.

"Hoje (quarta-feira) infelizmente aconteceu o lance da expulsão e acabou prejudicando a gente. Foi um jogo totalmente diferente do que a gente esperava, fomos prejudicados com um minuto (de jogo)", destacou.

Entre os dirigentes do Cruzeiro, o diretor de futebol Eduardo Maluf afirmou que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) errou ao escalar Larrionda para o confronto do Morumbi.

"Com um minuto de jogo, tem que ser muito grave a falta. O bandeira estava a 30 centímetros (do lance) e não deu nem falta. Que o Kléber tocou no cara, é indiscutível que tocou. Mas não é lance de expulsão. Isso decide um jogo. Acho que a Sul-Americana é extremamente irresponsável nesse tipo de competição. O Larrionda já está em fim de carreira, não era juiz para apitar aqui", ressaltou.

Maluf, porém, admitiu que o adversário foi superior nas quartas de final da Libertadores. "Eu acho que o Cruzeiro não teve competência e o São Paulo foi muito melhor. Mas a arbitragem dos dois jogos de quartas de final foram lamentáveis", enfatizou Maluf, lembrando que o atacante Thiago Ribeiro teve um gol erradamente anulado no duelo de ida, no Mineirão, quando o São Paulo já vencia por 2 a 0.