Série B: Dirigente do Juventude admite: "Merecemos o rebaixamento"

O vice-presidente de futebol Jones Biglia deixou seu futuro em aberto apesar de ter contrato até o fim de 2019

por Agência Futebol Interior

Caxias do Sul, RS, 10 (AFI) - A derrota para a Ponte Preta, por 1 a 0, em pleno Alfredo Jaconi, decretou na última sexta-feira o rebaixamento do Juventude para a Série C do Campeonato Brasileiro. A queda, porém, não foi surpresa para ninguém pelo que o time apresentou ao longo da Série B.

O vice-presidente de futebol Jones Biglia foi o responsável para falar com a imprensa após o jogo. Bastante abatido, o dirigente alviverde reconheceu que o Juventude mereceu o rebaixamento. O time gaúcho somou apenas 35 pontos e se encontra na 18ª colocação.

"Fizemos uma campanha muito abaixo da expectativa, erramos demais. Merecemos o rebaixamento pelo que fizemos dentro de campo Não conseguimos ter uma consistência, não conseguimos vencer as partidas que fomos superiores", afirmou o dirigente.

O vice-presidente de futebol Jones Biglia (à esq.) admitiu que o Juventude mereceu o rebaixamento
O vice-presidente de futebol Jones Biglia (à esq.) admitiu que o Juventude mereceu o rebaixamento
CULPA DO ATAQUE

Jones Biglia reconheceu que muitas contratações feitas pela diretoria não deram certo, mas apontou o setor ofensivo como um dos principais culpados pelo rebaixamento. O dirigente revelou que tentou jogadores experientes, como Elton (do Figueirense) e Neto Baiano (do CRB).

"Tivemos muitos erros de finalização. O que selou nosso rebaixamento foi a inoperância ofensiva. Tentamos contratações de atacantes, mas não conseguimos. Tentamos o Elton, o Neto Baiano... Trabalhamos muito para dar mais experiência do meio para frente, pois é essa região que define o jogo"

FICA OU SAI?
Apontado pelos torcedores como um dos principais culpados pelo rebaixamento do Juventude, Jones Biglia colocou sua permanência no clube para a próxima temporada em xeque. O contrato do dirigente vai até dezembro de 2019.

"Quando a minha permanência, vamos conversar. Tem um mandato de dois anos que se encerra em dezembro do ano que vem. Eu deixo à disposição do presidente. Eu preciso pensar, porque a semana foi forte para mim, muitos xingamentos e pouco apoio dos torcedores", finalizou Biglia.

 
 
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