Milan e Inter reassumem protagonismo e voltam a disputar a liderança após 10 anos

Será a primeira vez, desde 2 de abril de 2011, que os dois times se enfrentarão ocupando as duas primeiras colocações

por Agência Estado

Campinas, SP, 19 - Nos últimos 10 anos, nenhum clássico entre Milan e Internazionale pelo Campeonato Italiano teve tanta importância como o confronto deste domingo, no estádio San Siro, em Milão. Será a primeira vez, desde 2 de abril de 2011, que os dois times se enfrentarão ocupando as duas primeiras colocações. A Inter lidera com 50 pontos em 22 rodadas, seguida pelo Milan, com 49.

MUDANÇAS

Desde a temporada 2010/2011, Internazionale e Milan perderam protagonismo. Naquele ano, o Milan ergueu o troféu do Campeonato Italiano e encerrou um domínio de cinco anos da Inter, que naquela temporada faturou a Copa da Itália. Desde então, nenhuma das duas equipes conquistou essas duas competições.

Foto: Divulgação / Milan
Foto: Divulgação / Milan

Muito mudou de lá para cá. Os dois times tiveram três grupos diferentes como donos. Nove técnicos comandaram o Milan no período e 12 passaram pela Inter. A expectativa é altíssima para o jogo de domingo. Algo que parecia improvável uma semana atrás, mas a derrota surpreendente do Milan para o Spezia no sábado e a vitória da Inter sobre a Lazio encerraram um período de 19 semanas de liderança do Milan e aumentaram a dramaticidade do clássico.

CENÁRIO

Para retomar a ponta, o Milan conta com a ótima fase de Zlatan Ibrahimovic. O sueco de 39 anos está em excelente forma e marcou 16 gols em 18 jogos. Do lado da Inter, a aposta é no belga Romelu Lukaku.

A partida de domingo, inclusive, marcará o reencontro dos dois após um desentendimento na Copa da Itália, em janeiro. Houve uma grande discussão, com troca de insultos e uma encarada agressiva, que quase se transformou em briga física entre Ibrahimovic e Lukaku pouco antes do intervalo. Diante da impossibilidade de contar com seus torcedores no San Siro, o Milan colocou à venda ingressos virtuais, cuja receita será usada para realizar ações sociais por meio de sua fundação. Mais de 20 mil ingressos já foram comercializados.

Como a Juventus, que conquistou o Campeonato Italiano nos últimos nove anos, passa por uma fase transição com o técnico novato Andrea Pirlo, agora Inter e Milan voltam a ser apontados por muitos especialistas como favoritos ao título deste ano.

HISTÓRIA

O Brasil já foi muito bem representado na história do Milan. Sempre foi caminho para os grandes jogadores do País, entre eles Cafu, Kaká, Serginho e Dida. Todos fazem parte da galeria de bons atleta do clube milanês.

Mais de 25 brasileiros já vestiram sua camisa. Foi o magnata Silvio Berlusconi que decidiu trocar os holandeses do time pelos brasileiros a partir do ano de 1996. Dos mais novos, o zagueiro Thiago Silva, ainda em atividade, já vestiu a camisa do clube italiano.

Quem também fez fama por lá foi Leonardo, sempre requisitado para assumir funções de gestão na Itália. Atualmente, ele comanda o futebol do PSG, de Neymar e Mbappé. Pato e Kaká comandaram a parte ofensiva do Milan por muito tempo. O ex- meia do São Paulo esteve na equipe em duas oportunidades, entre os anos de2003 e 2009, quando ganhou o título de melhor jogador do mundo, e depois entre os anos de 2013 e 2014.

Na Inter de Milão não foi diferente. O clube teve no ataque alguns dos melhores jogadores do mundo, entre eles Adriano e Ronaldo. Também contou com o uruguaio Luis Suárez. O lateral-esquerdo Roberto Carlos também vestiu sua camisa com graça, sempre competitivo na posição. Zé Elias, ex-Corinthians, tomou conta do meio de campo do time quando ainda era um garoto, entre os anos de 1997 e 1999. Mas foram Adriano e Ronaldo que mais marcaram. Adriano ganhou o apelido de Imperador. Era forte e talentoso. Ate hoje é homenageado no clube. Marcou 74 gols pela Inter em 177 partidas.

Ronaldo esteve em Milão entre 1997 e 2002. Foi lá que machucou seu joelho de forma trágica e muitos disseram que ele nunca mais jogaria futebol. Ronaldo não só se recuperou como ainda ganhou uma Copa do Mundo para o Brasil em 2002, no Japão, com dois gols na final diante da Alemanha. O primeiro ano foi seu melhor na Inter, com 59 gols em 99 jogos.