Guarani nega 'fraude' em negociação que levou atacante Davó ao Corinthians

A Justiça cobra investigações mais detalhadas a fim de ressarcir a RDRN Participações e Empreendimentos Ltda em R$ 35 mil.

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 12 (AFI) - O presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Marcelo Galli, não vê fraude na negociação que levou o atacante Davó ao Corinthians. A suspeita foi levantada em sentença publicada pelo juiz Francisco José Blanco Magdalena, da 9ª Vara Cível de Campinas, em 1º de julho.

A Justiça cobra investigações mais detalhadas a fim de ressarcir a RDRN Participações e Empreendimentos Ltda em R$ 35 mil. A empresa, ainda no mês de março de 2020, exige acerto imediato com o Bugre e afirma que o processo de venda não foi feito de modo legal.

Por conta do imbróglio, a compra do atacante torna-se ineficaz sob ótica alvinegra, haja vista procedimentos irregulares adotados nas tratativas - um dos erros é na assinatura do contrato, até 31 de dezembro de 2023.

Davó com a camisa do Corinthians. Foto: Marcelo Braga
Davó com a camisa do Corinthians. Foto: Marcelo Braga
"No meu entender, ela se perde na linha do tempo. É entrar com um recurso, porque não é uma decisão final do processo, mas sim uma decisão interlocutória", disse Galli, ao GloboEsporte.

"Quando ele assinou com o Corinthians em janeiro, ele já não tinha contrato com o Guarani. Ele estava cumprindo o final do contrato dele, mas o passe já tinha sido negociado. Não foi uma negociação entre Guarani e Corinthians, foi entre Guarani e o próprio atleta", completou.

O CASO
Em 2019, Davó conseguiu ser liberado pelo Guarani por apenas R$ 700 mil mediante depósito feito até 18 de setembro - a multa rescisória ao mercado interno era estipulada em R$ 8 milhões.

A grana, utilizada para pagamento dos salários do elenco na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, resultou na compra de 40% dos 60% dos direitos econômicos vinculados ao Alviverde.