Guarani divulga protocolo por combate ao Covid-19: 'Minimizar a exposição'

Em decorrência do aumento do número de óbitos, Bugre segue sem prazo para reinício dos treinamentos

por Lucas Rossafa

Campinas, SP, 04 (AFI) - O Guarani divulgou, em meio à pandemia do coronavírus, o protocolo para retorno seguro aos treinamentos.

Embora o Bugre ainda sequer tenha prazo para retomada das atividades no Brinco de Ouro da Princesa, o Departamento Médico oficializou as medidas necessárias de segurança a serem adotadas por jogadores, funcionários, comissão técnica e estafe.

Entre os principais pontos do projeto idealizado pelo Dr. Raí Alves Cruz, chefe da pasta, estão a realização de exames periódicos - sorológico e PCR-RT -, uso de álcool em gel, máscara, higienização rígida dos vestiários e a obrigação de o jogador já chegar vestido ao local de trabalho.

Dr. Raí Alves Cruz é o chefe do Departamento Médico do Guarani - David Oliveira / Guarani FC
Dr. Raí Alves Cruz é o chefe do Departamento Médico do Guarani

"O intuito inicial do protocolo não é fazer com que nenhum atleta, estafe ou comissão técnica seja contaminado, mas sim que nós tenhamos medidas que minimizem a exposição de todos os envolvidos no futebol à contaminação. O protocolo não visa ainda estipular uma data de retorno. Em momento algum do protocolo, nós estipulamos isso", declarou Raí, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

"O objetivo do Departamento Médico e dos protocolo é munir o presidente de informações pertinentes, não somente das práticas a serem desenvolvidas para ter um retorno seguro, como também antever aos problemas e as adversidades que nós podemos enfrentar", acrescentou.

BASE

O modelo criado pelo Departamento Médico do Guarani tem como base os projetos idealizados no futebol europeu, onde a bola já rola em alguns países, e em clubes do Brasil, principalmente o da região Sul, onde a incidência do coronavírus é menor.

"O nosso protocolo foi baseado na Europa. Eles estão adiantados de nós neste sentido e já passaram pelo momento que nós estamos passando hoje. Foram muito bem redigidos, definidos e estudados. Nós também utilizamos a experiência de alguns clubes aqui do Brasil, como Atlético-MG, Flamengo e os times do Sul, que já tiveram uma flexibilização e o retorno aos treinamentos", pontuou o médico alviverde.

"O que foi bom e o que não foi bom? Nós modificamos e chegamos em um ponto comum no Guarani. As primeiras medidas são antes da reapresentação. São basicamente de higiene e de preparo para receber esse atleta. É uma conscientização", concluiu.