Durante pandemia, Magnum solicita suspensão de repasse mensal ao Guarani

Empresa dirigida por Roberto Graziano arrematou o Brinco de Ouro da Princesa em 2014

por Lucas Rossafa

Campinas, SP, 21 (AFI) - Em tempos de crise econômica, provocado pela pandemia do novo coronavírus, o Guarani tem novo problema para resolver.

No início de maio, a Magnum, responsável por arrematar o Brinco de Ouro da Princesa em 2014, solicitou à Justiça do Trabalho o desconto das parcelas pelos próximos três meses.

O depósito mensal realizada pela empresa de Roberto Graziano é de R$ 350 mil, mas 20% é retido na fonte para pagamento do passivo trabalhista.

Guarani pode perder repasse da Magnum por, ao menos, três meses
Guarani pode perder repasse da Magnum por, ao menos, três meses

O montante é fundamental para o clube campineiro arcar com os compromissos de funcionários e elenco profissional, além das cotas de transmissão do Campeonato Paulista.

"Durante a gestão do Horley (Senna), com acesso da Série C à Série B, foi feito um aporte maior para que o clube subisse. Foi assinado um documento na época. A qualquer momento, a MMG poderia descontar essas parcelas que investiu a mais. Na gestão já do Palmeron, foram abatidas cinco parcelas dessas dez antecipadas", declarou o presidente Ricardo Miguel Moisés, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

"Neste momento de dificuldade, o nosso parceiro pediu a suspensão dos pagamentos. Aí o juiz do Tribunal Regional do Trabalho, Dr. Rafael (de Almeida Martins) pediu para que fossem juntados alguns comprovantes referentes à antecipação no processo. O Guarani foi intimado na segunda-feira para se manifestar. Então nesta quarta iniciou-se o prazo de cinco dias úteis para manifestação", acrescentou o cartola.

Nos bastidores, o Guarani trabalha para tentar manter parcela da contribuição mensal para não trazer mais prejuízos ao orçamento.