Torcida do Guarani responsabiliza Setec por início da confusão no Dérbi 195

Bugrinos foram atingidos por tiros de bala de borracha antes do clássico de sábado

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 11 (AFI) - Os bugrinos responsabilizaram a Setec (Serviços Técnicos Gerais), órgão que regulariza o comércio em Campinas, como a responsável pelo início da confusão com a Polícia Militar antes do Dérbi 195, no último sábado, no Brinco de Ouro da Princesa.

O conflito começou minutos depois de a torcida ter recebido, com grande festa, o Flecha Verde, ônibus em que a delegação do Guarani desembarcou no estádio.

Foto registra início do conflito no Brinco de Ouro
Foto registra início do conflito no Brinco de Ouro

Policiais efetuaram disparos de bala de borracha ao perceberem que alguns torcedores subiram no teto do veículo, já com todos atletas no vestiário.

Como consequência, dezena de pessoas de lesionaram e colecionaram marcas no corpo - uns, inclusive, foram socorridos pelo ambulância e não puderam prestigiar o clássico. Outros, incluindo a família do técnico Thiago Carpini, também enfrentaram problemas com gás de pimenta e toda confusão generalizada.

O ato gerou revolta nos bugrinos, que atiraram vários objetos, como rojões, latas, pedras e garrafas, em direção à PM.

ACUSADO

O responsável por comandar a Setec no clássico campineiro, curiosamente, estava sob comando de Rodrigo Caetano, pontepretano declarado.

Nas redes sociais do profissional, inclusive, há fotos dentro do Estádio Moisés Lucarelli, casa do rival.

Rodrigo Caetano é acusado por iniciar a confusão no dérbi
Rodrigo Caetano é acusado por iniciar a confusão no dérbi

O Bugre, ainda sem se pronunciar oficialmente via assessoria de imprensa, tem, no momento, um dos principais administradores da gestão do prefeito Jonas Donizete, Marcos Lena - ele é integrante do Conselho de Administração do clube, hoje presidido por Ricardo Miguel Moisés.

"Eu já fui em muitos dérbis e já vi muita confusão, mas nada comparada com a truculência da PM no sábado. Não tinha a menor necessidade de fazer o que fizeram. Havia m menina de uns 15 anos sentada no muro próximo da lojinha. Os policiais socando o cacetete nela. Muito absurdo!", protestou um torcedor.

"Bastava a PM pedir para descer a fim de evitar acidente. Pelo contrário. Começaram a dar tiros de borrachas e o clima fechou. Naturalmente, a torcida se revoltou, foi para cima e perdeu-se o controle da situação", emendou.