Em confusão com a PM, torcedor do Guarani é agredido no Brinco de Ouro

Depois de imobilizado e quase desacordado, foi encaminhado para o 1º Distrito Policial

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 10 (AFI) - Nem todos os torcedores puderam comemorar a vitória do Guarani, na noite da última segunda-feira, por 2 a 1 em cima do Coritiba. Enquanto Pará e Bruno Mendes marcaram os gols que levaram o clube de volta ao G4, Rodrigo Carvalho Avelar, de 39 anos, era detido pelo Batalhão de Ações Especiais (BAEP) na entrada do tobogã, uma das arquibancadas do estádio Brinco de Ouro, e agredido pela Polícia Militar.

De acordo com pessoas próximas da confusão, Rodrigo estava com uma lata de cerveja na mão e bebia sem camisa em frente à entrada do tobogã. Ele foi abordado por policiais, que faziam a revista local, e, após uma rápida conversa, foi agredido por cassetetes. Mesmo caído no chão, continuou apanhando. Depois de imobilizado e quase desacordado, foi encaminhado para o 1º Distrito Policial e o caso foi registrado como lesão corporal e resistência.

Há duas versões para o início da confusão. De acordo com Rodrigo Carvalho Avelar, um dos policiais o mandou jogar a lata fora, mesmo antes de entrar no estádio, e, quando foi tentar argumentar, apanhou de cassetetes. Na versão relatada pela Polícia Militar no Boletim de Ocorrência, o torcedor quis passar pela revista com a lata na mão e, mesmo com a orientação do policial, tentou forçar a passagem, iniciando o conflito.

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Ainda na versão da PM, Rodrigo tentou agredir um dos policiais, exigindo ‘uso de força moderada, com cassetetes e algemas para contê-lo’. No vídeo, o torcedor aparece no chão, já imobilizado sobre o próprio sangue, cercado por policiais.

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Em entrevista ao Portal G1, da Rede Globo, Rodrigo alega que não parou por ai. Depois de algemado, ele foi levado para uma sala dentro do Brinco de Ouro onde as agressões continuaram, com chutes, socos e cassetetes. Quase meia hora depois, um médico veio, deu um ponto no seu supercílio e fez uma tala no braço, antes de ser encaminhado para o 1º Distrito Policial. Depois de liberado, os familiares o levaram para o Hospital Mário Gatti.

Um dos policiais também precisou de atendimento e foi encaminhado para o mesmo hospital, mas liberado logo em seguida. Rodrigo nega que tenha resistido às ordens da PM e vai passar por um exame de corpo de delito nesta terça-feira.

 
 
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