"Novela Eduardo" tem final feliz para Guarani e volante

Eduardo não precisa se apresentar ao clube, que poderá receber uma indenização milionária

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 12 (AFI) - A "Novela Eduardo" chegou ao fim na noite desta terça-feira, quando a juíza Érica Escarassatte, da 12ª Vara do Trabalho de Campinas, deu a sentença sobre o caso. O volante não será obrigado a se apresentar ao Guarani, mas se quiser atuar por outro clube nos próximos 30 meses terá que pagar uma multa rescisória.

A juíza considerou que o jogador pediu demissão e por isso Eduardo não precisa mais se apresentar ao Guarani, como era esperado depois da audiência realizada na semana passada, quando o volante negou ter sido coagido pelo presidente Álvaro Negrão e o técnico Branco, diferente do que havia dito no Boletim de Ocorrência registrado no início de fevereiro.

No entanto, se Eduardo acertar com qualquer outro clube terá que pagar uma multa rescisória milionária ao Guarani: R$ 10 milhões para transferência nacional e R$ 30 milhões para o mercado exterior. A decisão da juíza acabou deixando as duas partes contentes, já que o volante havia manifestado o desejo de não retornar ao clube e o Bugre não pretendia liberá-lo de graça.

"O pedido de demissão do Eduardo foi reconhecido, mas ele terá que arcar com as consequências previstas em contrato e pela juíza. Caso ele assine com outro clube num prazo de 30 meses, tanto ele como o novo clube serão responsabilizados a pagar multa indenizatória. O resultado da sentença atendeu às expectativas do Guarani, já que restabeleceu a verdade e também garantiu ao Guarani o pagamento da multa caso o jogador assine contrato com outro clube", afirmou o advogado do Guarani, Filipe Souza.

Confira como tudo aconteceu...
No ano passado, ainda quando Marcelo Mingone era presidente do Guarani, Eduardo foi emprestado ao São Paulo até dezembro, com o Tricolor tendo prioridade na compra de seu passe depois dessa data, o que não aconteceu. Assim, o volante de 17 anos era aguardado para se reapresentar ao Bugre e realizar os trabalhos com o restante do elenco.

Eduardo não se juntou ao grupo alviverde e simplesmente desapareceu. Depois de um tempo, o advogado Filipe Souza e o presidente Álvaro Negrão receberam um telefonema de uma pessoa que se dizia tio e advogado do jovem, mas que na verdade era Marcelo Mingone.

Sem desejo de retornar ao Guarani, Eduardo registrou um Boletim de Ocorrência acusando Negrão e Branco de tê-lo coagido para assinar contrato com o empresário Nenê Zini. Na audiência realizada na semana passada, porém, o volante não confirmou o acontecimento e garantiu não ter sido pressionado por ninguém ligado ao clube.

 
 
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