Milhares de bugrinos festejaram com trio elétrico e axé

por Agência Futebol Interior

Campinas,SP, 28 (AFI) – Desde 2004 com o grito entalado na garganta, o torcedor do Guarani festejou em dobro, neste sábado à noite, a volta para a Série A do Campeonato Brasileiro – o Brasileirão 2010. A festa começou no estádio, antes mesmo do jogo, continuou durante o jogo e se arrastou para a frente do Brinco de Ouro, onde se reuniram milhares de torcedores ao som de um trio elétrico.

O Brinco recebeu mais de 16 mil pagantes para ver a vitória sobre o Juventude, por 2 a 1, que rebaixou o time gaúcho para a série C, mas estima-se que perto de 20 mil torcedores foram ao estádio neste dia histórico.

”Vamos subir, Bugreeee....” ecoou por todos os lados, embora o time já tivesse se garantido na penúltima rodada.

O espetáculo no tobogã ficou por conta da esperada estreia do bandeirão de 140 x 40 metros. Ele foi estendido quatro vezes (desceu) , a última no final do jogo com os dizeres:

“Hoje e Sempre Guarani, a Maior do Interior”, referindo-se a ser a maior torcida do interior paulista e brasileiro.

Vibração e buzinaço
Ao apito final do juiz, houve muita vibração nas arquibancadas do Brinco. O torcedor não arredaram pé enquanto não festejaram o acesso com seus jogadores. Estes ficaram muitos minutos em campo, pulando, dando a volta olímpica.

Na saída do estádio, muitos torcedores foram para casa felizes da vida, com bunzinaço e muitas bandeiras verde e branco. Quem ficou no Brinco - e foi muita gente - festejou ao som de trio elétrico e axé.

Por volta das 20 horas, muitos jogadores subiram no trio elétrico e foram ovacionados pela eufórica torcida. A festa não durou muito para evitar confusão (conselho da Polícia Militar) e acabou por volta das 21h30.

Muitos gritos, abraços e cerveja
Do lado de fora do Brinco de Ouro, o clima era de carnaval. Um carnaval antecipado pela conquista do Guarani, de volta à elite nacional depois do desastre de 2004, quando caiu para a Série B.
Os torcedores, muitos sem camisas, se abraçaram, pulavam e cantavam ao som do trio elétrico,com muito axé e música baiana. E tudo ao ritmo de muita cerveja na cabeça.

”Pelo Guarani vale tudo, agora é pensar em Tóquio” dizia Carlos Tosello, que deixou mais cedo o trabalho para ver a festa no Brinco.

”É muito sofrimento,mas vale a pena”, afirmou o pedreiro Jurandir Pereira, acompanhado do filho, João Pedro, e da esposa Marta.”Sempre vamos ao campo em família. O Guarani é uma família”, concluiu.