Paulista A3: Grêmio Barueri é vendido e Alberto Ferrari desaparece de vez

O clube, que já integrou a elite do futebol nacional, foi abandonado pelo dirigente e agora tenta se recuperar de uma grave crise

por Agência Futebol Interior

Barueri, SP, 08 (AFI) - Aos poucos, a névoa que ofuscava os bastidores do Grêmio Barueri parece dispersar. Hoje em uma situação lamentável, o ‘saco de pancadas’ da Série A3 do Campeonato Paulista tem uma ponta de esperança para almejar dias melhores. Isso porque o até então presidente Alberto Ferrari, maior responsável pela triste fase do Abelha, finalmente resolveu abandonar o barco e vendeu o clube. O problema é que o nome do novo proprietário do time ainda é um mistério.

Apesar da dificuldade para entender o que realmente está se passando dentro do clube, os atletas esperam ao menos receber um melhor tratamento agora que o bastão passou de mãos. A nova diretoria prometeu acertar o salário de todos os jogadores até esta quinta-feira (10). Em outras ocasiões, o elenco ameaçou não entrar em campo por conta das más condições de trabalhos e os atrasos salariais da antiga gestão.

Com a pior campanha da competição, sem somar nenhum ponto, o time já deu o primeiro indício de que não faria uma boa temporada ainda na primeira rodada da competição. O Abelha não foi a campo para enfrentar o Primavera, e perdeu por WO. Depois, vieram consecutivas goleadas e a situação só piorou.

Alberto Ferrari vendeu o Grêmio Barueri para 'alguém' e desapareceu.
Alberto Ferrari vendeu o Grêmio Barueri para 'alguém' e desapareceu.

Diante de todos os problemas escancarados, Alberto Ferrari se omitiu e em nenhum momento apareceu para dar satisfações sobre o momento atravessado pela equipe. Hoje, o time está registrado no nome de Jackson da Silva Ferreira.

NOVO COMANDO

Mesmo com alguns pontos ainda não esclarecidos, um nome envolvido com a nova diretoria já está trabalhando no clube. André Leone, ex-zagueiro de Ituano, Goiás e outros clubes Brasil a fora, foi contratado para ser o treinador. Ele vem para substituir Dênis Muniz, que deixou o comando do sub-15 para assumir o time profissional.

Muniz, criticou a postura de Ferrari. “Ele não aparece, não dá as caras e não diz nada”, disse o técnico. Ele se mostrou tocado pela situação dos jogadores do Barueri, que sofrem com uma estrutura precária, inclusive falta de alimentação, um dos motivos pelos quais os atletas começaram a realizar protestos durante as partidas. No momento, não sabe qual seu futuro dentro do clube.

Jogadores do Grêmio Barueri tiveram que ser auxiliados pelo Sindicato dos Atletas para conseguir alimentação.
Jogadores do Grêmio Barueri tiveram que ser auxiliados pelo Sindicato dos Atletas para conseguir alimentação.

DESMORONANDO

Em reportagem do Futebol Interior, foi mostrado o alojamento utilizado pelos atletas. Teias de aranha e paredes carcomidas compõem o ambiente. Quando deixam a moradia para ir aos jogos os problemas continuam. Em diversas ocasiões, teve que contar com a ajuda dos adversários.

Na goleada por 10 a 0 para o Nacional, por exemplo, foi o adversário quem cedeu alimentação e água para o elenco.Muitos jogadores se manifestaram sobre as condições. Cauê confirmou que ás vezes fica o dia todo com o café da manhã que toma emc asa, sem almoço e sem anda. Mesmo em dias de treinos como em jogos.

Outro impasse que o clube vem enfrentado é com a prefeitura de Barueri. O clube não cumpre os acordos firmados com a Secretaria de Esportes e não pagam o aluguel do estádio há quatro jogos. Por isso, o time vem mandado seus jogos em Indaiatuba, no Estádio Ítalo Mário Limongi, onde o aluguel vale R$ 2 mil. Na partida contra o Guaratinguetá, o time do Vale do Paraíba precisou intervir .para que o jogo pudesse ser realizado, já que a Prefeitura havia solicitado que as portas não fossem abertar .

Para piorar, na última semana , surgiram fortes evidências de que o time ‘entregou’ uma partida da quarta rodada da terceira divisão estadual, quando perdeu por 4 a 0 para o Rio Preto, no dia 11 de fevereiro. Na ocasião, os jogadores do clube teriam sido pressionados por Jaci Martino de Oliveira, que começou a temporada como investidor do Barueri, mas viu a parceria chegar ao fim após um atrito com a diretoria

 
 
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