Série B: Jogadores do Goiás criticam nordestinos em eleição e podem responder por crime

Os atletas não revelaram seus respectivos votos, mas certamente foram conra Haddad, do PT

por Agência Futebol Interior

Goiânia, GP, 08 (AFI) – As críticas inadmissíveis contra o Nordeste após a divulgação do resultado das eleições chegou ao futebol. Dois jogadores do Goiás criticaram a região por ter votado, em sua maioria, em Haddad para presidente no primeiro turno. O volante Elyeser e o meia Léo Sena foram os responsáveis pelos posts nas redes sociais, provavelmente movidos pela insatisfação de ter um segundo turno, já que Bolsonaro ficou muito perto de ser eleito.

“O Nordeste vota no Haddad e depois muda pra SP procurando emprego”, publicaram os jogadores no Instagram.

Léo Sena, à esquerda, foram um dos jogadores que criticaram o Nordeste
Léo Sena, à esquerda, foram um dos jogadores que criticaram o Nordeste
Apesar do ocorrido, os jogadores não foram repreendidos pelo Goiás, mas podem responder por crime de discriminação ou procedência nacional. Eles podem ser denunciados através do artigo 20, parágrafo 2 da Lei de Crime Racial, com pena de dois a cinco anos de reclusão. O Ministério Público não tem deixado o caso parado.

"A atitude não foi tomada pelo Goiás. Foi tomada por funcionários. Nós não temos o direito de reprimir as manifestações no exercício de sua plenitude mental de nenhum cidadão. Podemos não concordar, mas não temos poder de repreensão a isso. Entendo a indignação de algumas pessoas, mas não podemos punir ou tomar qualquer tipo de ação contra os nossos funcionários", disse o vice-presidente do clube, Mauro Machado, à Rádio Sagres 730.

Curiosamente, o volante é nascido no Pará, Estado que também elegeu Haddad para presidente. No entanto, Bolsonaro recebeu 46% dos votos, vencendo em 16 estados, além do Distrito Federal.

 
 
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