Dirigente do Flamengo critica estádios vazios: "Decisão política"

BAP ainda deu exemplos para comparar a situação do futebol, sem público, e de outros lugares que já recebem pessoas

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 10 (AFI) - O Flamengo sempre esteve ao lado daqueles que apoiam a presença de torcedores nas arquibancadas durante o período de pandemia. Vice-presidente de relações externas do Rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, conhecido com BAP, subiu o tom e falou em "hipocrisia" e "decisão política" para demonstrar seu descontentamento com portões fechados.

"Não existe nenhuma informação técnica que se oponha a isso. É uma decisão política. Se fosse o contrário, não poderíamos estar em nenhum desses outros lugares com aglomerações muito mais claras", disse o dirigente ao jornalista Venê Casagrande.

BAP, ao centro, na bronca com as autoridades. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
BAP, ao centro, na bronca com as autoridades. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
COMPARAÇÃO!

BAP ainda deu exemplos para comparar a situação do futebol, sem público, e de outros lugares que já recebem pessoas.

"O único lugar que continua não podendo ter público nenhum é o estádio de futebol. Vamos comparar com o shopping: o shopping é fechado, tem ar condicionado e a gente não sabe se aquele ar é reciclado... eu acho que não é. Você fica em um shopping raramente menos de uma hora. O que se diz é que em um ambiente fechado, 15 ou 20 minutos é o suficiente para você estar contaminado. No entanto, está liberado. Porque um estádio de futebol [com capacidade] entre 50 e 70 mil pessoas você não pode colocar 20 ou 30% da capacidade?", opinou.

"Se você achar: 'ah, o cara indo no estádio vai pegar covid'. Mas no shopping ele não pega? No transporte coletivo não pega? Quando a gente olha os transportes todos os dias, em ônibus e trens, e quando você fala em defender vidas, isso é uma vergonha. Então nós entendemos que no estádio de futebol, você poderia perfeitamente ter um retorno com 30% do público, com afastamento maior do que determina-se para shoppings. Seria absolutamente possível", completou BAP.