Bruno, ex-goleiro do Flamengo, pode deixar prisão ainda em outubro

O contrato assinado com o Boa Esporte em fevereiro do ano passado está suspenso

por Agência Futebol Interior

Varginha, MG, 05 (AFI) - O goleiro Bruno pode deixar a prisão a partir do dia 13 de outubro. Condenado a 22 anos e três meses de prisão por ter planejado a morte da modelo Eliza Samúdio, o ex-jogador do Flamengo teve o atestado de pena atualizado pela Justiça da cidade de Varginha e nos próximos dias deve pedir progressão de pena para regime semiaberto domiciliar.

"Agora eu vou ter que aguardar o dia 13 para fazer o pedido de progressão ao regime semiaberto. Na sequência, colher o parecer do Ministério Público, para depois o juiz poder determinar a expedição do alvará de soltura dele", comentou o advogado do goleiro, Fábio Gama.

Bruno está preso na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia-MG. Se o pedido de progressão da pena for aceito, o goleiro deve cumprir sua pena em regime aberto - pelo menos na prática -, já que vai poder dormir na sua própria casa. Isso porque a cidade de Varginha não tem um local onde os detentos vão apenas para passar a noite.

Com contrato com o Boa Esporte suspenso, o goleiro Bruno pode deixar a prisão ainda em outubro
Com contrato com o Boa Esporte suspenso, o goleiro Bruno pode deixar a prisão ainda em outubro
Em fevereiro do ano passado, Bruno deixou a prisão após uma liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), e assinou contrato com o Boa Esporte, onde disputou apenas cinco jogos até a liminar ser cassada em abril. O vínculo com o time mineiro está suspenso.

O QUE ACONTECEU!

Com passagens por Atlético-MG e Corinthians, Bruno viveu seu melhor momento da carreira no Flamengo, onde ficou por quatro temporadas e chegou a despertar o interesse do Milan-ITA. As conversas com o clube italiano estariam bem adiantadas quando aconteceu o Caso Eliza Samúdio.

A modelo paranaense teve um filho do goleiro, que teve a prisão preventiva decretada em 2010 por ser declarado suspeito pelo desaparecimento de Eliza Samúdio. O julgamento aconteceu apenas em março, quando Bruno admitiu a morte de Eliza, e o jogador acabou sendo condenado a 22 anos e três meses por homicídio triplamente qualificado, cárcera privado e sequestro da modelo e do filho, além da ocultação de cadáver.

 
 
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