Jogadores do Figueirense prestam depoimento sobre caso de invasão no Orlando Scarpelli

O Figueirense, que já emiti uma nota oficial condenando a ação de seus torcedores

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 10 (AFI) - O delegado Paulo Hakim, acompanhado de um promotor do Ministério Público de Santa Catarina, ouviu os depoimentos de alguns jogadores do Figueirense, na manhã desta quinta-feira, presentes na invasão por parte da torcida no último sábado, que acabou com alguns funcionários do clube com ferimentos leves. Não foi divulgado o número de atletas que compareceram à Delegacia do Continente.

Para evitar divulgação de imagem, os jogadores entraram na Delegacia por um acesso reservado e acompanhado por uma assistente jurídica do Figueirense. A Polícia Civil recolheu os depoimentos e dará continuidade à investigação para localizar os envolvidos. Até a tarde desta quinta-feira, ninguém foi preso.

Nos relatos, os jogadores confirmaram as versões expostas nas redes sociais em cima das agressões sofridas e da tentativa de serem atingidos por fogos de artifícios. Não se sabe, porém, se foi confirmada a versão do técnico Elano, que, mais de uma vez, relatou que os envolvidos carregavam armas de fogo.

O Figueirense, que já emiti uma nota oficial condenando a ação de seus torcedores, não abrirá as portas do Orlando Scarpelli para torcida organizada até que o inquérito seja concluída. Ou seja, faixas e bandeiras não serão vistos dentro do estádio nos próximos jogos do clube na Série B.

Jogadores prestaram depoimento no Figueirense
Jogadores prestaram depoimento no Figueirense
O CASO
Na tarde do último sábado, cerca de 40 torcedores invadiram o estádio Orlando Scarpelli, através do portão 8, que ficou totalmente danificado. Em campo, entraram em conflito com jogadores e membro da comissão técnica que realizaram treinamento no local.

A assessoria de imprensa do clube informou que algumas pessoas tiveram ferimentos leves, mas que foram tratadas pelo próprio departamento médico, sem revelar se eram jogadores ou outros funcionários.

A confusão refletiu dentro do próprio elenco. O atacante Pedro Lucas pediu para deixar o clube e retornar ao Internacional. O técnico Elano relatou que alguns torcedores estavam em posse de arma de fogo e que por muito pouco não ocorreu uma tragédia.

O Figueirense realizou Boletim de Ocorrência ainda no sábado e segue buscando uma punição aos infratores, tanto que esteve na última terça-feira com o Procurador-Geral.