'É certeza que vai terminar', diz diretor médico da FPF sobre Campeonato Paulista

Moisés Cohen concedeu entrevista ao Jornal Esportes Online, do Canal Esportes Online

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 19 (AFI) - O diretor médico da Federação Paulista de Futebol (FPF), Moisés Cohen, foi o entrevistado do Jornal Esportes Online, do Canal Esportes Online, e falou sobre o esporte em tempos de pandemia de covid-19, o novo coronavírus. Ele confirmou que o Campeonato Paulista será encerrado dentro de campo.

"É certeza que vai terminar, seguindo-se as mesmas regras de antes da paralisação, mas só quando tivermos a anuência das autoridades de saúde. Até porque restam apenas três semanas para o término da competição. A cada uma, diminui-se a quantidade de equipes na disputa. No protocolos que criamos para as Séries A2 e A3, contemplamos questões específicas por conta da capacidade financeira desses clubes".

"Como o futebol é o esporte mais visto e praticado no mundo todo, temos uma responsabilidade social que demos levar em consideração. Tudo é muito volátil nesse cenário, tem muitas mudanças por conta da novidade".

QUAL VAI SER?
O médico também falou sobre como foram as reuniões com os times - houve uma presencial, que definiu pela suspensão do Estadual, e outra por videoconferência, na qual definiu-se pela continuidade do Campeonato Paulista.

"Todas as reuniões que fizemos, os clubes perceberam o momento de serenidade, de que é preciso aguardar as autoridades sanitárias. Assim que elas flexibilizarem, os clubes começam a pensar no retorno das atividades. A culpa não é de ninguém, é do maldito vírus".

CONTA MAIS
Moisés Cohen também destacou que ficou atento à volta do Campeonato Alemão, primeira competição de elite a recomeçar as disputas. Para ele, ficou nítido que haverá um futebol antes e depois da crise do coronavírus.

Moisés Cohen
Moisés Cohen
"Acompanhei detalhadamente o retorno. Os protocolos não mudam, os conceitos básicos são os mesmos. Quando fizemos os nossos, procuramos o cuidado de entrar em contato com pessoas de todo o mundo, na Europa, nos Estados Unidos. O que muda de um para o outro é o aspecto local, cultural".

"O futebol vai se dividir em antes e depois da pandemia. O cenário, inclusive financeiro, vai mudar demais. Temos que pensar em todos os envolvidos, como o senhorzinho que vende pipoca, a pessoa que vende material esportivo, todos são afetados. Tem coisa mais desagradável do que a falta de torcida, comemoração de gol cheia de cuidados? Mas são muitas variáveis para a retomada".