Olimpíadas: Produtos oficiais de Tóquio-2020 encalham nas prateleiras

A expectativa é arrecadar US$ 100 milhões (mais de R$ 570 milhões) com a venda de cerca de 5.500 produtos licenciados

por Agência Estado

Campinas, SP, 11 - Os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que já provocaram o adiamento dos Jogos Olímpicos deste ano para 2021, estão causando prejuízos para o Comitê Organizador com relação aos produtos oficiais.

De mascotes de pelúcia a canecas, a lista é longa de souvenirs ligados à Olimpíada que estão encalhadas nas prateleiras das dezenas de lojas oficiais espelhadas pelo Japão. De acordo com os organizadores, a preocupação pela baixa procura é grande.

A expectativa é arrecadar US$ 100 milhões (mais de R$ 570 milhões) com a venda de cerca de 5.500 produtos licenciados. A loja online de Tóquio-2020 continua funcionando sem qualquer problema, mas sem grande demanda até agora.

Em março, com o crescimento do surto do novo coronavírus pelo mundo, especialmente na Europa, o Comitê Olímpico Internacional (COI), o governo japonês - comandado pelo primeiro ministro Shinzo Abe - e os Comitê Organizador de Tóquio-2020 decidiram adiar os Jogos para o mesmo período do ano em 2021 - de 23 de julho a 8 de agosto.

Mascotes estão entre os produtos disponíveis
Mascotes estão entre os produtos disponíveis
Apesar de os Jogos Olímpicos terem sido adiados para 2021, os produtos licenciados continuam com o slogan Tóquio-2020. A decisão do Comitê Organizador pela manutenção da marca evitou que toneladas de mercadorias fossem descartadas.

Há ainda o risco, por conta da pandemia da covid-19, de um novo adiamento ou até do cancelamento dos Jogos Olímpicos. Se isso ocorrer, alguns especialistas acreditam que os produtos licenciados podem ganhar maior valor. Neste caso, as mercadorias passariam a ser mais valorizadas por colecionadores.

"Se não houver Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, o valor das mercadorias já criadas para 2020 aumentará e aumentará ainda mais rapidamente se o produto existente for removido do varejo", disse David Carter, professor de negócios esportivos da Universidade South California, dos Estados Unidos.