Corte paraguaia confirma extradição de Nicolás Leoz para os EUA

Ele tentava evitar a extradição aos Estados Unidos desde 2017, quando teve a ida para o país norte-americano aprovada pela Justiça

por Agência Estado

São Paulo, SP, 08 - A mais nova tentativa de Nicolás Leoz de evitar a extradição para os Estados Unidos foi por água abaixo nesta terça-feira. A Suprema Corte do Paraguai negou a apelação do ex-presidente da Conmebol e exigiu que ele seja levado para o país norte-americano, onde responderá pelos crimes cometidos no futebol.

"Dois dos três membros da corte de apelação votaram por sua extradição, enquanto um deles votou a favor da nossa posição de negar a extradição porque o Paraguai não tem uma legislação similar à dos Estados Unidos, onde o suborno no setor privado é considerado crime", explicou o advogado de Leoz, Nicolás Preda, à agência The Associated Press.

Nicolás Leoz vai ser levado para os Estados Unidos, onde responderá pelos crimes cometidos no futebol
Nicolás Leoz vai ser levado para os Estados Unidos, onde responderá pelos crimes cometidos no futebol
Leoz, de 89 anos, é acusado de corrupção no escândalo da Fifa e cumpre prisão domiciliar na capital Assunção. Ele tentava evitar a extradição aos Estados Unidos desde o ano passado, quando teve a ida para o país norte-americano aprovada pela Justiça paraguaia. Agora, os advogados do ex-dirigente já prometeram apelar novamente contra a decisão.

SOBRE ELE
Leoz presidiu a Conmebol entre 1986 e 2013 e admitiu que recebeu pagamento de US$ 130 mil (cerca de R$ 430 mil) de uma empresa de marketing esportivo parceira da Fifa. Depois disso, renunciou ao cargo na entidade que rege o futebol sul-americano. Na sequência, ele desistiu também do cargo que ocupava no então Comitê Executivo da Fifa.

O paraguaio chegou a ser advertido formalmente pela entidade máxima do futebol mundial, mas nunca foi punido. Leoz foi um dos cartolas denunciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 2015, depois da operação que prendeu sete dirigentes em um hotel em Zurique, às vésperas da eleição presidencial.

Os norte-americanos denunciaram mais de 40 dirigentes na ocasião, sob acusações de fraude, lavagem de dinheiro e de receber propina em negociações com empresas interessadas na compra dos direitos de transmissão de grandes competições, como a Copa Libertadores e a Copa do Brasil.