Após demissão, Felipe Conceição critica falta de autonomia no Cruzeiro

Além disso, técnico ainda disse que enfrentou interferências, mas não especificou quais

por Agência Futebol Interior

Belo Horizonte, MG, 10 (AF) - Após ser eliminado nos pênaltis para o Juazeirense, na Copa do Brasil, o técnico Felipe Conceição se manifestou em suas rede sociais sobre a decisão da diretoria da Cruzeiro. O ex-técnico criticou a falta de autonomia ao longo do trabalho.

Conceição também falou de interferências, mas não citou especificamente a natureza delas.

"Nos surpreendeu, porém, o tamanho da influência e obstáculos que nos trariam outras partes do clube nesse processo de reconstrução. Sem autonomia para colocar em prática uma reformulação ainda mais profunda, nosso trabalho não teve uma base para se desenvolver como gostaríamos", disse.

Felipe Conceição não é mais técnico do Cruzeiro - Foto: Gustavo Aleixo
Felipe Conceição não é mais técnico do Cruzeiro - Foto: Gustavo Aleixo

QUERIA MAIS TEMPO

O treinador disse que se tivesse mais tempo para trabalhar, poderia render grandes frutos ao clube.

Não tenho dúvida que esse trabalho, com autonomia, traria um grande benefício ao clube a longo prazo. Desde o início respeitamos o momento financeiro delicado do clube, procurando montar um grupo compatível com o orçamento. Ao mesmo tempo permitindo que jovens tivessem espaço para o seu desenvolvimento no profissional.

A COISA TÁ FEIA

Além da vergonhosa eliminação para um clube de Série D, o Cruzeiro ainda não venceu na Série e é o lanterna da competição. Problemas internos ainda assolam o clube.

VEJA A NOTA DO TREINADOR PUBLICA EM SEU INSTAGRAM, NA INTEGRA:

"Gostaria de agradecer a oportunidade de trabalhar em um clube gigante como o Cruzeiro. Foram praticamente quatro meses de um intenso trabalho, onde buscamos construir e implementar um patrão de jogo protagonista, condizente com a história do clube.

Não tenho dúvida que esse trabalho, com autonomia, traria um grande benefício ao clube a longo prazo. Desde o início respeitamos o momento financeiro delicado do clube, procurando montar um grupo compatível com o orçamento. Ao mesmo tempo permitindo que jovens tivessem espaço para o seu desenvolvimento no profissional.

Nos surpreendeu, porém, o tamanho da influência e obstáculos que nos trariam outras partes do clube nesse processo de reconstrução. Sem autonomia para colocar em prática uma reformulação ainda mais profunda, nosso trabalho não teve uma base para se desenvolver como gostaríamos.

Depois de viver intensamente cada dia no Cruzeiro, torço ainda mais para que a instituição consiga se estruturar e equilibrar nas suas questões políticas e financeiras e que o clube possa voltar ao lugar que merece.

À torcida o meu grande abraço!"