Presidente de clube rebaixado no Brasileirão desmente renúncia: "Quero continuar"

Ele ainda afirmou que quer trabalhar ao lado de Zezé Perrela ao longo do seu mandato

por Agência Futebol Interior

Belo Horizonte, MG, 10 (AFI) - "Quero continuar". Foi assim que Wagner Pires de Sá desmentiu as informações de bastidores dos últimos dias de que renunciaria a presidência do Cruzeiro. A pressão aumentou para o lado do mandatário após o inédito rebaixamento da Raposa no Campeonato Brasileiro da Série A.

"Eu estou muito tranquilo quanto a isso. Não vai ser isso que vai me dar ou me fazer tomar alguma decisão. Quem me colocou na presidência foram os conselheiros, a pedido dos conselheiros. Tive uma maioria de votos, então qualquer coisa eu teria que escutar a esses conselheiros. Hoje são cerca de quase 300 conselheiros que nos apoiam", disse ele em entrevista ao Grupo Globo.

"Se tivermos que tomar alguma decisão, teria que ser com a participação deles. Mas não é uma coisa que não passa ainda pela minha cabeça. Fico entristecido com essa situação que passa o Cruzeiro, com essa queda para a Série B. Quero continuar e dar ao Cruzeiro a volta por cima", completou.

Wagner Pires diz que fica. (Foto: Bruno Haddad / Cruzeiro)
Wagner Pires diz que fica. (Foto: Bruno Haddad / Cruzeiro)

LADO A LADO!
O mandato de Wagner Pires irá até o fim de 2020, ou seja, até o fim da Série B do Brasileirão. O presidente, agora, fala em trabalhar ao lado de Zezé Perrella, ex-mandatário do clube mineiro e que assumiu a gestão do futebol.

"Vamos atingir uma administração organizada do Cruzeiro, saneada, com despesas controladas, controlando orçamentos, vamos reestruturar o Cruzeiro. Conversei muito com o Perrella, ele sabe das dificuldades que encontrei, quando assumiu também a gestão do esporte, do nosso departamento de futebol, e nós vamos juntos levantar o Cruzeiro. A torcida, com toda razão, tem direito de xingar, mas a gente fez, faz esforços para que a gente possa levar o Cruzeiro à posição que ele merece", completou Wagner.

O Cruzeiro tem salários atrasados com os jogadores e ainda admite ter uma dívida superior a R$ 700 milhões.