Apresentação de Gilson Kleina no Criciúma é marcada por gafe de dirigente

Ao assumir o microfone da coletiva, o novo treinador foi enfático no que pretende mudar no clube

por Agência Futebol Interior

Criciúma, SC, 15 (AFI) – João Carlos Maringá roubou a cena na apresentação do técnico Gilson Kleina. Em entrevista coletiva no estádio Heriberto Hulse, em Criciúma, o novo gerente de futebol rasgou elogios ao treinador, mas cometeu a gafe de chamar o Criciúma de Chapecoense. Com 55 anos, ele trabalhou oito temporadas no rival e rapidamente pediu desculpa. Foi dele a indicação para contratar o técnico, que tem a missão de ‘salvar’ o primeiro semestre.

“Nós não tivemos nenhuma dúvida na contratação do Gilson Kleina e temos certeza absoluta que ele vai fazer um grande trabalho na Chapecoense”, começou Maringá, que na hora percebeu a gafe: “Desculpa, perdão. No Criciúma. Porque ele já fez na Chapecoense também. Já fez na Ponte, já fez no Palmeiras, é um treinador muito qualificado”, completou o novo gerente de futebol, que relembrou os bons trabalhos do treinador:

“Na última passagem dele pela Chapecoense, que ele pegou o time comigo lá na décima quinta, décima sexta posição e colocou em oitavo do Campeonato Brasileiro com onze jogos sem perder. Pegou a Ponte em décimo quarto, décimo quinto, e ficou onze jogos sem perder. Então a gente espera que ele possa repetir essa história vencedora dele. A gente tem confiança absoluta no trabalho dele”, completou João Carlos Maringá.

JUNTOS

Ao assumir o microfone da coletiva, Gilson Kleina foi enfático no que pretende mudar no Criciúma: a identidade. Com o presidente Jayme Dal Farra em baixa com o torcedor, o treinador bateu na tecla em retomar a confiança da arquibancada e pediu um ‘espírito de entrega’ aos jogadores. Nos seis jogos que restam no Campeonato Catarinense, o clube tem apenas dois jogos no Heriberto Hulse e outro quatro fora de casa.

Apresentação de Gilson Kleina no Criciúma é marcada por gafe de dirigente
Apresentação de Gilson Kleina no Criciúma é marcada por gafe de dirigente
“Pra gente trazer o torcedor de volta a gente precisa mudar a atitude dentro de campo, não como eu pregar um discurso aqui e a gente for indolente em campo, a gente não mostrar o espírito da camisa do Criciúma. Jogar organizado, ter variação de jogo e ter a entrega dos jogadores, que é isso que o torcedor gosta de ver. O resultado está diretamente ligado com o rendimento do seu time”. O Criciúma tem 14 pontos, na sexta posição.

“Aqui dentro a gente precisa voltar a criar identidade. Se você quiser atingir os seus objetivos, você tem que ser forte dentro de casa. Porque se tem um lugar que você pode fazer a diferença é ao lado do seu torcedor. Se o torcedor não está contente com o que a gente está mostrando, a gente precisa reverter e trazer ele de volta. Eu sempre falei isso, o torcedor do Criciúma faz a diferença, joga junto, ver o amarelo na arquibancada, a torcida em massa”.

RAPIDINHO

Na rápida passagem de Dal Farra pela coletiva, o presidente garantiu que o Criciúma segue com os mesmo objetivos traçados no começo da temporada. “Nós vamos manter o objetivo que a gente traçou ainda no ano passado, em dezembro, que é chegar até a quarta fase da Copa do Brasil, conquistar o acesso na Série B para a Série A do Brasileiro e também buscar o G4 (do Catarinense), mas indo de jogo a jogo. A gente tem uma partida difícil no domingo e quer seguir perseguindo, não podemos parar de sonhar”. O time enfrenta o Tubarão fora de casa, às 16 horas, pela 13ª rodada.