Corinthians tem novo presidente em eleição apertada e parece ser 'mais do mesmo'

A chapa Renovação & Transparência, de Duílio e Andrés, é a que está contínua no poder desde 2007

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 29 (AFI) - Duílio Monteiro Alves foi o escolhido pelos sócios do clube, neste sábado, para comandar o Timão no triênio 2021, 2022 e 2023. A votação aconteceu no ginásio do Parque São Jorge, sede do clube alvinegro em São Paulo.

Ele foi eleito com 1079 votos, derrotando Augusto Melo, que teve 934 votos e Mário Gobbi, que fechou a votação com 782. Ao todo, a eleição contou com 17 urnas apuradas.

Faz parte de sua plataforma eleitoral a criação de uma força-tarefa nos departamentos Jurídico e Financeiro para renegociar processos e promover novos acordos para atuar com fluxo de caixa positivo.

Para o clube social, Duílio pretende viabilizar o projeto Arena Fazendinha, que irá trazer grandes shows e eventos para o estádio, que será revestida com gramado sintético padrão Fifa.

Duílio, de 45 anos, comandará o clube por três anos
Duílio, de 45 anos, comandará o clube por três anos

NOVA DIRETORIA
Duílio terá como vice-presidentes Elie Werdo e Luiz Wagner Alcântara, o Wagnão. A chapa Renovação & Transparência, de Duílio e Andrés, é a que está contínua no poder desde 2007, elegendo presidentes em sequência desde então: Andrés Sanchez (duas vezes), Mário Gobbi, Roberto de Andrade e Andrés Sanchez (de novo).

A votação transcorreu de maneira tranquila, desde o seu começo até a apuração dos votos. Depois, o que incomodou os presentes foi a demora no resultado das cédulas de papel. Esse ano o voto foi feito a mão, pois o Timão não conseguiu alugar as urnas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) porque este domingo acontece as eleições municipais em São Paulo.

PERFIL DO CARTOLA
Duílio tem 45 anos e foi escolhido por Andrés Sanchez, em 2010, para ingressar no departamento de futebol e trabalhar ao lado de Roberto de Andrade, em substituição a Mário Gobbi, depois de liderar o departamento cultural no ano do centenário.

Ele foi diretor-adjunto de futebol no mandato de Mário Gobbi, entre 2012 e 2015. Voltou em 2018, assim que Andrés Sanchez foi eleito para sua segunda passagem pela presidência, como diretor de futebol. Deixou a diretoria de futebol em setembro deste ano para se candidatar à presidência.