Artilheiro do Corinthians vai ser julgado nesta segunda-feira por agressão

Diante da possibilidade de Jô ser punido, o técnico interino Dyego Coelho estuda promover jogadores da base

por Agência Estado

São Paulo, SP, 14 - O atacante Jô será julgado nesta segunda-feira e pode virar desfalque no Corinthians por até 12 jogos. Ele foi denunciado por dar um soco nas costas do zagueiro Diego Costa no clássico contra o São Paulo, no dia 30 de agosto, no estádio do Morumbi, na capital paulista, pelo Campeonato Brasileiro.

Além de Jô, o Corinthians conta em seu elenco com o centroavante argentino Mauro Boselli, que se recupera de entorse no tornozelo e é dúvida para a partida contra o Bahia, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, em São Paulo. Neste cenário, o time planeja subir atacantes da base.

Jô vai ser julgado nesta segunda-feira e pode pegar até 12 jogos de suspensão
Jô vai ser julgado nesta segunda-feira e pode pegar até 12 jogos de suspensão
"Temos dois atacantes de área. Se isso vier a acontecer (punição a Jô), temos que ter o plano B e já temos isso. Mas vamos esperar acontecer primeiro. Trazer alguns meninos já estava na nossa pauta, agora é esperar acontecer para colocar em prática o nosso plano", afirmou o técnico Dyego Coelho, que comanda o Corinthians de forma interina após a demissão de Tiago Nunes na última sexta-feira.

JULGAMENTO
No julgamento desta segunda-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Jô responderá por agressão física fora da disputa de bola, previsto no artigo 254-A do Código Disciplinar, que prevê pena de quatro a 12 partidas de suspensão.

A Procuradoria do STJD baseou a denúncia no artigo 58-B do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê que "em caso de infrações graves que tenham escapado à atenção da equipe de arbitragem, ou em caso de notório equívoco na aplicação das decisões disciplinares, os órgãos judicantes poderão, excepcionalmente, apenar infrações ocorridas na disputa de partidas".

Jô não teve punição em campo no clássico contra o São Paulo. O lance foi revisto pelo VAR, que, na ocasião, não encontrou irregularidades por ter olhado imagens posteriores à agressão.