Final sem torcida na Arena Corinthians tem protocolo de saúde e falatório

Os profissionais de imprensa tiveram de ficar no setor Oeste Inferior, bem perto dos bancos de reservas

por Agência Estado

São Paulo, SP, 06 - Há pouco mais de dois anos, quando Corinthians e Palmeiras decidiram o Campeonato Paulista de 2018, quase 44 mil torcedores da equipe alvinegra pagaram ingresso para assistir ao clássico na arena em Itaquera. Nesta quarta-feira, por causa da pandemia do coronavírus, as arquibancadas estiveram novamente sem público e foram enfeitadas com faixas e bandeiras das organizadas do clube. Antes de o jogo começar, houve uma pequena queima de fogos de artifício e fumaça preta no setor Leste Inferior.

Além das delegações dos times, puderam acompanhar a partida na Arena Corinthians apenas cerca de 50 profissionais de imprensa. Para entrar no estádio, era preciso responder a uma série de perguntas sobre sintomas de coronavírus nos últimos dias. Por fim, o texto ainda alertava: se estiver mentindo, poderá colocar a saúde de outras pessoas em risco. O último passo do protocolo era passar por uma cabine de desinfecção, que espirrava álcool.

Os profissionais de imprensa tiveram de ficar no setor Oeste Inferior, bem perto dos bancos de reservas. Essa proximidade ajudou a ouvir alguns diálogos, como quando o técnico Vanderlei Luxemburgo pediu calma para o goleiro Jailson, que chamava os companheiros para ajudar na confusão que começou com Mateus Vital e Rony.

Arena Corinthians sem torcida
Arena Corinthians sem torcida
As músicas de torcida ecoadas pelos alto-falantes não eram suficientes para abafar as reclamações de alguns jogadores. No quesito "chatice", o Corinthians superou o Palmeiras. Cássio e Gabriel reclamavam com o árbitro Raphael Claus e seus assistentes após diversas marcações. Danilo Avelar é outro que não ficava quieto, mas era para dar apoio aos companheiros de equipe, com gritos de "vamos" e "boa".

PALMEIRAS!
O Palmeiras foi um time mais calado em campo. Mas à beira do gramado tinha Luxemburgo, que não sentou no banco de reservas em nenhum momento. Ele chegou a se estranhar com profissionais corintianos quando Bruno Mendez não deixou Marcos Rocha cobrar um arremesso lateral rapidamente. No fim, Luxa conversou com Tiago Nunes e se entenderam.

No segundo tempo, quando Jô deu forte entrada em Gustavo Gómez e recebeu o cartão amarelo, membros da delegação palmeirense que assistiam ao jogo no setor Oeste Superior xingaram bastante o árbitro. Em campo, os jogadores palmeirenses também reclamaram bastante com Raphael Claus.