Após encontro com Bolsonaro, Marcelinho rebate críticas: "Fui como cidadão"

O ídolo corintiano fez o presidente, palmeirense, vestir a camisa alvinegra

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 30 (AFI) - Marcelinho Carioca recebeu uma enxurrada de críticas nos últimos dias ao postar uma foto com o presidente Jair Messias Bolsonaro, palmeirense assumido, com uma camisa do Corinthians. O 'pé de anjo' agradou pouquíssimas pessoas com tal atitude.

Torcedores do Corinthians, quem tem o atleta como ídolo, criticou o fato do ex-jogador fazer um palmeirense vestir a camisa alvinegra. Outros cornetaram pelo fato do presidente não estar dando atenção devida ao coronavírus, que matou milhares de brasileiros e sim para problemas, muitos, 'mesquinhos'.

A camisa em questão é a recém-lançada pelo clube que faz referência ao título brasileiro de 1990. Jair Bolsonaro é palmeirense, mas aceitou vestir o manto alvinegro.

Bolsonaro ao lado de Marcelinho Carioca
Bolsonaro ao lado de Marcelinho Carioca
Confira a nota publicada por Marcelinho:

Boa noite, amigos. Hoje tive o prazer de ser recebido pelo Presidente da República do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Fui à Brasília cumprir esta agenda como um mero cidadão brasileiro. Não falo pelo Sport Club Corinthians como bem explicou a nota oficial do clube, nem tampouco qualquer empresa privada.

Eu fui como cidadão brasileiro, que é filho de um gari com muito orgulho, jornalista e gestor público e que conhece a realidade da várzea, das pessoas, da brincadeira praticada com o pé no barro.

Levei hoje ao Presidente ideias que podem se tornar projetos para o resgate das modalidades esportivas que promovem inclusão social e educacional na base, na várzea, na periferia, onde as pessoas estão excluídas pelo Estado. Basta de extremos, de sopa de letrinhas sobre ser radicalmente de "esquerda" ou de "direita". As pessoas tem fome, estão desempregadas, precisam ser amparadas.

Eu tenho a exata noção de onde saí, onde cheguei, de quem sou filho e o que pretendo fazer em favor da sociedade com o que aprendi e tenho estudado. Estou buscando as Instituições, as autoridades, os líderes e estou apresentando e discutindo ideias, que podem se tornar projetos.

Mas, a mesquinhez política de grupelhos e de poderosos conglomerados com interesses ideológicos ou financeiros faz soar um alarido ríspido, crítico e de perseguição. Hoje, aproveitando a oportunidade fiz um pedido para que o presidente da República colocasse a camisa do Timão pela primeira vez. Ele foi solícito e em respeito à Nação de quase 40 milhões de corintianos, aceitou e vestiu.

Consegui fazer uma proeza com que o Presidente do país, que editou uma MP que dá liberdade aos clubes, jogadores e empresas, que é palmeirense assumido, e que já vestiu as camisas de outros clubes do Brasil e nunca a do timão, hoje fizesse isso. A incompreensão de alguns os levou à represálias, mas, sei bem o quanto as comunidades da periferia precisam de apoio.

Obrigado a todos que compreendem que cada personalidade tem o direito e o dever de fazer algo em retribuição a sociedade, e hoje foi o meu dia e eu não paro por aqui. Continuo discutindo ideias e esperando que virem projetos.