Sucesso no futebol paulista e na Seleção: Ricardinho completa 44 anos

Além de papel importante em títulos de clubes paulistas, o atleta conta com duas Copas do Mundo em seu currículo

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 23 - Ídolo do Corinthians, com passagem de sucesso pelo Santos e campeão do mundo com a Seleção Brasileira, Ricardinho completa 44 anos, muitos deles dedicados a clubes paulistas, onde alcançou o ápice de sua carreira chegando ao topo do mundo com a camisa canarinho.

Criado nas categorias de base do Paraná, Ricardinho iniciou a sua jornada profissional em 1995. Logo em seu primeiro ano no time principal, foi um dos destaques da equipe que foi campeã estadual na temporada. A mesma coisa aconteceu nos dois estaduais seguintes, sendo mais uma vez destaque nos títulos de 96 e 97.

As boas atuações pelo Paraná culminaram na ida do atleta para o Bordeaux-FRA, onde jogou até o final de 1997. No ano seguinte, voltou ao Brasil para defender o Corinthians, lugar onde viveu o auge de sua carreira, lhe rendendo, inclusive, sua primeira convocação para a Seleção.

 Sucesso no futebol paulista e na Seleção: Ricardinho completa 44 anos
Sucesso no futebol paulista e na Seleção: Ricardinho completa 44 anos

MAESTRO DO TIMÃO
Ainda em sua primeira temporada pelo clube alvinegro, Ricardinho já ganhava o coração dos corintianos. Ao lado de grandes nomes que fizeram história no Parque São Jorge, como Gamarra, Sylvinho, Amaral, Vampeta, Marcelinho e Edilson, o camisa 11 conquistou o Campeonato Brasileiro daquele de 1998, apenas o segundo da história do clube. A final foi disputada contra o Cruzeiro de Dida, Müller e Fábio Júnior.

No ano seguinte, mais conquistas. Além de levantar a taça do estadual, o maestro e seus companheiros chegaram ao bicampeonato nacional consecutivo. Novamente a final seria contra uma equipe mineira, sendo o Atlético a vítima da vez.

Na virada do Milênio, o canhoteiro foi fundamental para a conquista do Mundial de Clubes. Não só pelas boas atuações, mas também fazendo gols e dando assistências, como no segundo gol, no jogo de estreia na competição diante do Raja Casablanca, do Marrocos, quando cobrou falta na medida para Fabio Luciano ampliar o marcador. O meia ainda marcaria um tento diante do Al Nassr, da Arábia Saudita. O Alvinegro venceria a competição, nos pênaltis, em final diante do Vasco, no Maracanã.

Em 2002, Ricardinho ainda seria campeão do Torneio Rio-São Paulo, da Copa do Brasil diante do Brasiliense-DF e alcançaria o vice-campeonato nacional após revés para o Santos, onde teria sucesso anos depois.

GOL DECISIVO
Apesar de colecionar títulos com a camisa preta e branca, um dos momentos mais importantes como jogador corintiano aconteceu 10 dias antes de seu aniversário. No dia 13 de maio de 2001, Dia das Mães, o Alvinegro enfrentava o Santos em jogo decisivo pela semifinal do Paulistão. O confronto estava 1 a 1, resultado que classificaria a equipe da Baixada Santista à decisão.

Já nos acréscimos, aos 48 minutos, Gil faz grande jogada pela ponta esquerda e rolou para a entrada da área. Marcelinho, por sua vez, fez o corta-luz, e, na meia lua, Ricardinho bateu forte e fez o gol da classificação corintiana. O Corinthians ficaria com o título daquele ano após superar o Botafogo na final.

SUCESSO EM SANTOS
Após deixar o Corinthians, na metade de 2002, Ricardinho se transferiu para o rival São Paulo, sendo apontado como um dos principais reforços na época. Em um ano e meio com a camisa tricolor, o meia colecionou boas atuações, mas não alcançou títulos, sendo negociado com o Middlesbrough, da Inglaterra.

Pouco tempo depois, retornou ao futebol paulista, mas desta vez para atuar pelo Santos. No time da Baixada Santista retomou o bom momento na carreira e foi peça fundamental na campanha do título do Campeonato Brasileiro de 2004. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o meia fez um dos gols, na vitória por 2 a 1, diante do Vasco no jogo do título, em São José do Rio Preto.

No fim do ano seguinte, retornou ao Corinthians, mas não teve o brilho de sua primeira passagem pelo clube, sendo negociado com o Besiktas, da Turquia, onde venceu a Taça da Turquia e a Supertaça da Turquia. Ainda defenderia o Al-Rayan, do Catar, Atlético-MG e Bahia, seu último clube antes de virar treinador.

Como técnico, já passou por Paraná, conquistando o campeonato local da segunda divisão, Ceará, Avaí, Santa Cruz, Portuguesa, Tupi e Londrina, sua última equipe em 2018.

SELEÇÃO BRASILEIRA
Sua primeira convocação para defender a Amarelinha, foi devido à lesão de Juninho, que defendia o Vasco. O meia carioca havia sofrido entorse no tornozelo esquerdo e o técnico da época, Vanderlei Luxemburgo, convocou o ídolo corintiano para substitui-lo. A convocação era para a disputa dos jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002.

Inclusive, Ricardinho fez parte do elenco campeão desta edição do torneio mundial. O atleta recebeu sua convocação de última hora, para substituir o volante Emerson, que havia se lesionado durante um rachão, poucos dias antes da estreia do Brasil contra a Turquia.

No ano seguinte, uma nova convocação. Desta vez, para disputar a Copa das Confederações, na França, quando o Brasil acabou em terceiro, atrás de Camarões e Turquia, além da campeã França. Em 2006 foi convocado para mais uma Copa do Mundo. Mesmo tendo poucos minutos em campo, Ricardinho se destacou durante a partida contra Gana, quando substitui o meia Kaká e com apenas sete minutos em campo, fez lançamento para Zé Roberto marcar o terceiro gol do Brasil.

Mateus Bezerra, especial para a FPF