Desafio de Jair Ventura como novo treinador do Corinthians começa na zaga

O novo técnico tem de começar a resolver esses problemas para o clássico diante do Palmeiras

por Agência Estado

São Paulo, SP, 07 - Como novo treinador do Corinthians, Jair Ventura vai assumir uma equipe em crise técnica e tática. A melhor defesa em quatro das últimas oito edições do Campeonato Brasileiro é apenas a sexta menos vazada neste ano. O time ainda não conseguiu se reconstruir após perder quatro titulares (Balbuena, Rodriguinho, Maycon e Sidcley) e não sabe se é melhor jogar com ou sem centroavante. Com isso, está praticamente fora da briga pelo título nacional - ocupa posição intermediária na tabela de classificação.

Seu trabalho começa nesta sexta-feira com o primeiro treinamento e a apresentação oficial no CT Joaquim Grava, em São Paulo. O novo técnico tem de começar a resolver esses problemas para o clássico diante do Palmeiras, neste domingo, e para a semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Flamengo.

Além da reconstrução da defesa, Jair terá de resgatar a criatividade da equipe, que depende principalmente das enfiadas de Jadson e das jogadas individuais de Pedrinho. E só. Ele terá a missão de recuperar atletas que estão em má fase, como Romero e Ralf, e promover a integração dos jogadores sul-americanos como Ángelo Araos e Sergio Díaz, que ainda não estreou e seria relacionado para o clássico por Osmar Loss.

Por outro lado, o técnico vai reencontrar um antigo aliado: o atacante Roger, que viveu grande fase com ele no Botafogo.

SEGUNDA OPÇÃO

Após a demissão de Loss, o único nome de consenso para substituí-lo era o de Abel Braga, que não quis iniciar conversações. Ele só deve voltar a trabalhar em dezembro, pois quer se dedicar à família após a morte de seu filho um ano atrás.

Desafio de Jair Ventura como novo treinador do Corinthians começa na zaga
Desafio de Jair Ventura como novo treinador do Corinthians começa na zaga
Diante da recusa, a escolha de Ventura foi uma aposta pessoal do presidente Andrés Sanchez. Cada membro da diretoria tinha um nome preferido. Dorival Junior e Levir Culpi chegaram a ser consultados. O atual presidente já havia tentado contratar Ventura em 2016, antes da efetivação de Fábio Carille.

Alguns fatores principais levaram à contratação: a capacidade de Jair de organizar times medianos - sem grandes estrelas -, a habilidade para trabalhar com jovens e o conhecimento tático. Seu bom trabalho foi no Botafogo em 2016, quando assumiu o clube no lugar de Ricardo Gomes. O técnico de 39 anos conquistou vaga na Copa Libertadores com elenco limitado. No ano seguinte, ainda com poucos recursos, chegou às quartas de final da competição continental e às semifinais da Copa do Brasil.

Ventura estava desempregado após ser demitido do Santos em julho. Trabalhou na Vila Belmiro durante sete meses. Isso facilitou o acordo. A passagem pelo Santos foi criticada por parte do torcida, que tinha reservas ao seu estilo de jogo "retranqueiro". Ele chegou à semifinal do Campeonato Paulista, mas deixou o clube na 15.ª posição do Brasileirão.

Embora a sua carreira seja curta, com campanhas díspares, tem estilo valorizado pelos cartolas corintianos e alinhado à história recente do clube: construção de time competitivo a partir da defesa.

 
 
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