Andrés Sanchez marca reunião para definir se contrata jogador acusado de agressão

Apesar da reação negativa de boa parte da torcida, os dirigentes da base do Corinthians não desistiram do negócio

por Agência Estado

São Paulo, SP, 09 - Uma simples contratação para o time de juniores se tornou uma grande polêmica no Corinthians. O atacante Juninho, do Sport, estava próximo de um acerto quando torcedores iniciaram uma campanha contra sua chegada. Motivo: ele é acusado de agredir uma ex-namorada no ano passado. Diante da confusão, o clube o ofereceu um contrato de risco, mas ainda estuda se vale realmente o investimento.

Apesar da reação negativa de boa parte da torcida, os dirigentes da base do Corinthians não desistiram do negócio. Nesta quinta-feira, eles terão uma reunião com o presidente Andrés Sanchez para definir se contratam ou não o jogador. Eles estão mais inclinados a acertar com o atleta.

O Estado tentou contato com os familiares do jogador, mas eles não quiseram dar entrevistas. A reportagem apurou que Juninho ficou bastante abalado com a repercussão negativa de sua possível transferência. "Embora ele tenha passado por isso quando foi para o Ceará, no Corinthians criou-se uma dimensão muito maior", disse uma pessoa ligada ao atleta.

O Sport divulgou na noite de terça-feira que acertou o empréstimo do jogador, de 19 anos, até o fim de 2019 para o Corinthians. Nas redes sociais, torcedores protestaram contra a contratação de Juninho, que foi indiciado por agressão, ameaça e injúria contra sua ex-namorada em novembro do ano passado.

Andrés Sanchez marca reunião para definir se contrata jogador acusado de agressão
Andrés Sanchez marca reunião para definir se contrata jogador acusado de agressão
O contrato de risco é uma forma de se proteger contra eventuais problemas criados pelo jogador. Caso Juninho faça algo que não seja considerado correto pelo clube, o acordo poderia ser rescindido sem pagamento de multa.

A revolta da torcida corintiana foi potencializada pelo fato de o clube ter divulgado na terça-feira uma mensagem apoiando a Lei Maria da Penha, que completou 12 anos. Poucas horas depois, surgiu a informação do interesse na contratação do atacante.

Na época da suposta agressão, a namorada do atleta, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que levou tapas e soco no rosto e puxão no cabelo. Juninho ainda chegou a pegar uma faca e disse que iria matá-la. Após a polêmica, o atleta foi emprestado ao Ceará e fez apenas cinco jogos. Além da agressão, ele também é acusado de atos de indisciplina, como atraso em treinamentos e por se reapresentar fora de forma.

 
 
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